Coluna de domingo: A Superliga que está valendo a pena



Pessoal, boa noite. Está no ar a coluna Saque publicada neste domingo, 9/2, no LANCE!.

Pode soar como incoerência, mas a Superliga que tem um líder invicto após 18 rodadas é a mais equilibrada dos últimos anos.

Está bacana acompanhar a competição feminina. Pela primeira vez em várias temporadas a hegemonia de Molico/Osasco e Unilever não é a única situação interessante, algo que fazia com que a definição das finalistas fosse favas contadas. Apesar da liderança incontestável do time de Luizomar de Moura (52 pontos), não existe um abismo técnico entre as oito equipes que irão para os playoffs.

Com 47 pontos, o Vôlei Amil é quem parece ter mais força para se meter entre Molico e Unilever. Tandara é maior pontuadora da competição com sobras e José Roberto Guimarães, aos gritos e broncas, tem feito a levantadora Claudinha funcionar. Três pontos atrás, a Unilever sofre demais com a inconsistência de Gabi e Mihajlovic no passe, além do problema físico de Fofão. Sem esse trio em forma, vai ser difícil segurar os dois rivais que já estão à frente.

O quarto lugar do Sesi, com 34 pontos, surpreende. O time chegou a ser o nono colocado no turno. Talmo balançou, mas não caiu. E, aos poucos, Ivna foi assumindo papel de protagonista no ataque, Dani Lins se acertou e o passe que andava sofrível melhorou. Não à toa foi à final da Copa Brasil.

Até o sétimo lugar, briga boa. O Banana Boat/Praia Clube (33) é a grande decepção. Brigas internas, como mostrei no blog, time instável e um elenco de primeira que ainda está devendo. Pinheiros (31) e Brasília (30) ainda podem subir na classificação. O primeiro empurrado para a ótima temporada de Andreia, enquanto o segundo ainda espera mais de suas veteranas Paula Pequeno e Érika. Por fim, com 25 pontos, São Caetano e Barueri brigam pela última vaga nos playoffs.

Promessa de emoção do topo ao meio da tabela.

 



  • João Pedro

    Por mais que haja um certo equilíbrio, 8 times no mata-mata é um absurdo. Mais de 50% dos times se classificam. Mesmo se fosse o campeonato mais equilibrado do mundo, há um abismo do primeiro para oitavo. No masculino, com 12 times, isso é mais bizarro. Por mim, no feminino, 6 na pós-temporada é até aceitável. Masculino seria 4 times, que estaria bom demais.

  • Luiz

    “Brigas internas”

    será que entrei no site certo? Parece até aquele outro lá que vive de fofocas.

  • Afonso RJ

    Ótimo post do Daniel. A análise da situação da superliga é bastante procedente. Mas eu só queria lembrar uma coisa: Nesse tipo de campeonato, com uma fase classificatória muito longa, e que na realidade vale muito pouco ou nada, o que conta mesmo é chegar bem para os play offs.

    Vou tentar me explicar: Nenhum atleta individual ou nenhuma equipe consegue ficar no auge da forma física e técnica por muito tempo. A tendência é sempre uma queda após atingido esse ápice. Isso é um fato científico. Por isso, os treinadores planejam seus programas para que os atletas ou equipes atinjam seu máximo exatamente no momento crítico da competição. No caso específico da superliga, esse momento crítico seriam os play offs.
    O que venho notando é a subida de produção de times como o Amil e principalmente o SESI, enquanto Praia me parece na descendente e o Osasco até aqui, não sei se impressão minha, vem caindo ligeiramente de produção apesar de ainda manter a invencibilidade. A Unilever, apesar da má fase da Gabi e das deficiências da ponteira sérvia no passe, creio que ainda tem o que evoluir.

    Resumindo: tudo certo, tudo bem o desenrolar da superliga até aqui e em toda a fase de classificação, mas o que vale mesmo são os play offs. É aí que o bicho pega, e quem chegar na ponta dos cascos fisica, técnica e psicologicamente, leva enorme vantagem.

  • TEREZA

    Daniel você sabe alguma coisa sobre as transmissões da WEB porque ficaram tão escassas repentinamente de hoje dia 11/02/2014 até o dia 14 teremos se não me engano 13 jogos da SLF com apenas 02 isso mesmo 02 transmitidos pela sportv os outros jogos ou alguns dos demais jogos não poderiam pelo menos ser transmitidos pelo web? Porque a CBV parou até isso foi exigência da globo também?

    • Daniel Bortoletto

      nada a ver com a Globo. Processos e orçamentos foram revistos

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