Coluna de domingo: A Superliga começou!



Um pouco mais cedo nesta semana, a coluna de todo domingo no Diário LANCE! 

Começou a tão aguardada Superliga masculina 2010/2011. A Confederação Brasileira já trata esta edição como “o melhor campeonato de vôlei do mundo”. Tem vários motivos para isso, como a volta de mais jogadores de Seleção para o país, mas também não pode esconder que alguns detalhes ainda irritam clubes, jogadores, torcedores e mídia.

Uma das reclamações da temporada passada foi o calendário puxado,com três rodadas por semana, já que o torneio possuía 17 times e começou em dezembro. A CBV diminuiu o número para 15, sendo que o Londrina/Sercomtel só entrou na disputa aos 44 minutos do segundo tempo, e antecipou o início em um mês. O resultado é mais tempo para treinos, recuperação de atletas e divulgação para os jogos. Ótimo. O ruim foi  não ter adequado o calendário dos Estaduais e dos Jogos Abertos com a competição nacional. Vôlei Futuro e Sesi vão disputar a final do Paulista com a Superliga em andamento, por exemplo. O resultado é uma série de rodadas quebradas, como a primeira, teve jogos ontem, terá amanhã e  também nos dias 14, 15 e 16/12. E assim será em diversas rodadas até o fim deste ano.

Para piorar, as primeiras rodadas da Superliga coincidem com a reta final do Campeonato Mundial feminino. A atenção da mídia e o maior espaço em jornais e TV´s estarão, com razão, com a Seleção.

Outro detalhe contestado por nove entre dez pessoas envolvidas direta ou indiretamente é a manutenção de apenas um jogo na final. Para mim, é a única falha da forma de disputa, que prevê turno e returno, com oito times classificados para as quartas de final, que acontece em playoff em melhor-de-três jogos, assim como a semifinal. Uma condição imposta pela Rede Globo, parceria que a CBV não abre mão e não irá contestar.

Bom, para não dizer que escrevi apenas coisas ruins, o nível técnico da Superliga aumentou. Graças ao retorno de mais selecionáveis que estavam na Itália, a manutenção dos craques que haviam voltado na temporada passada e uma nova divisão das forças. Teremos também bons jogadores estrangeiros, algo que a CBV já planejar melhorar ainda mais nos próximos anos.

Vôlei Futuro (Ricardinho, Vissotto, Lucão e Mário Jr.) e Sesi (Murilo, Escadinha, Sidão e Thiago Alves), para mim, despontam com os principais favoritos. Pinheiros/Sky, Sada/Cruzeiro e Cimed estão no degrau de baixo, mas com plenas chances de disputarem o título. Vivo/Minas, BMG/Montes Claros e Medley/Campinas formam o trio, que em tese, completará os playoffs. Os gaúchos da Fátima/Medquímica/Sogipa vão lutar até o fim por vaga entre os oito. Os demais (BMG/São Bernardo, Santo André/Spread, São Caetano/Tamoyo, Soya/Blumenau/Martplus, Londrina/Sercomtel e Volta Redonda) possuem menor investimento e chances de surpreender.

Há coisas a melhorar, mas vale muito a pena acompanhar.



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