Coluna de domingo: A paz vai reinar até quando?



O seu domingo é de folia? O meu é de ralação aqui no plantão carnavalesco. Para começar o dia, publico a coluna Saque que está nas páginas do LANCE! deste dia 15 de fevereiro.

O LANCE! publicou na semana que passou uma reportagem assinada pelo repórter Jonas Moura mostrando a reaproximação entre a Federação Internacional e a Confederação Brasileira, após um 2014 bélico e de altíssima tensão nos bastidores.

Admito que tal fato não me surpreende. E era até lógico que acontecesse quando a poeira baixasse. FIVB e CBV não são loucas o suficiente para um rompimento total de laços. Não é interessante para a entidade máxima do esporte ver o Brasil, principal força da atualidade, fora das competições às vésperas de uma Olimpíada no Rio. Do lado de cá, existem compromissos firmados para realização da Liga Mundial deste ano, por exemplo, com multas e obrigações contratuais. Sem falar em pequenas fortunas já pagas pela televisão, leia-se Rede Globo,  para exibir por aqui competições com presença da Seleção. É muita coisa em jogo para um separação total, concordam?

A paz repentina, porém, pode voltar a se transformar em crise. E o estopim é o pedido de novo julgamento do Brasil pelo Painel Disciplinar da FIVB, que em dezembro aprovou a suspensão de Bernardinho por dez jogos, Mario Jr. por seis, Murilo por um. O fato é decorrente das derrotas para a Polônia, no Mundial, com direito a confusão generalizada envolvendo alguns dos citados com a organização da competição. Para quem não se lembra, houve toalha jogada pelo líbero (sua punição, na minha visão, foi justa) e fortes declarações do treinador, sugerindo que Ary Graça tenha trabalhado nos bastidores para impedir o título brasileiro como represália aos desdobramentos das denúncias de má utilização da verba da CBV durante sua gestão (novos parênteses para registrar que 10 jogos, neste caso, me parece um excesso). Uma boa lida no documento do julgamento dos brasileiros ajuda a entender detalhes de todo o imbróglio e a interpretar justiças/exageros na decisão de um colegiado formado por uma representante da Escócia, uma das Ilhas Virgens (!?!), além de um tunisiano, um japonês e um argentino.

Excessos de ambos os lados à parte em diversos momentos dos últimos meses, passou da hora de separar picuinhas pessoais e pensar somente no bem do esporte.



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