Coluna de domingo: A fórmula que dá mais chance aos menores



Quem nunca deu um sorrisinho maroto ao ver uma zebra DAQUELAS nas quadras, campos, piscinas e pistas? Para mim é uma das essências do esporte.

No vôlei, com abismos financeiros entre grandes e pequenos, está cada vez mais difícil ver uma zebraça DAQUELAS. No cenário nacional, a Copa Brasil se transformou no ambiente perfeito para os tais azarões aparecerem.

No torneio masculino, o poderoso Sesi, com seu esquadrão de selecionáveis, caiu na primeira rodada, em casa, ao perder para o Canoas. É até cruel comparar os investimentos entre os dois. Por isso a zebra DAQUELAS dos gaúchos merece muitos aplausos. No feminino, o Dentil/Praia Clube, que sonhava com voos muito altos na temporada 2014/2015 ao investir em Tandara & Cia., foi atropelado na mesma fase pelo bom Pinheiros, com direito a um sonoro 25 a 11 na abertura do triunfo por 3 a 0. Outro duelo que comprova que apenas um orçamento bem mais polpudo não é garantia de sucesso diante de rivais bem treinados. Por pouco, outra diferença abissal de investimento não aumentou a minha lista. O Molico/Osasco precisou de cinco sets para vencer, em casa, o Brasília, evitando uma precoce eliminação na primeira fase. Seria uma zebraça DAQUELAS, por mais que o time candango conte em seu elenco com atletas com passagem pela Seleção (Paula Pequeno e Michele).

Todo o cenário acima só ganha dramaticidade em uma competição de tiro curto, eliminatória, como a Copa Brasil. Na Superliga, um tropeço ou outro pode ser compensado no decorrer da longa fase classificatória, algo semelhante ao sistema de pontos corridos do Brasileirão de futebol.

E esse fato me faz ver mais graça atualmente na Copa do que no início do segundo turno da arrastada Superliga.



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