Coluna: Controverso voto da CBV irrita atletas



A posição da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) na Assembleia Geral do Comitê Olímpico do Brasil (COB), na quarta-feira, gerou forte crítica da comunidade do vôlei.

Na reunião do COB, a CBV, representada pelo presidente Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, votou contra um aumento expressivo na quantidade de atletas com direito a voto para as decisões mais importantes na entidade máxima do esporte nacional. A proposta apresentada pela Comissão de Atletas era aumentar de 1 para 12 os atletas votantes. Mas uma contraproposta do presidente da Confederação de Tiro levou o número final a 5. E, por uma polêmica e apertada vitória por 15 a 14, o COB não abriu o espaço desejado pelos atletas. Entenda melhor a controvérsia após não validação do voto da Confederação de Rugby.

A Comissão de Atletas de Vôlei de Quadra da própria CBV, criada em 2015 para dar voz, espaço e até voto nas principais decisões dentro da modalidade (eleição, mudança no estatuto, aprovação de contas), enviou uma carta aberta ao presidente Toroca demonstrando a insatisfação.

“Esta comissão vem manifestar total INCONFORMISMO e SURPRESA acerca do quanto descrito, desde logo lamentando a posição tomada e estranhando a adoção da referida medida, sobretudo por considerá-la contraditória com toda a diretriz e encaminhamento de gestão da CBV ao longo do último ano, com o incentivo e iniciativa relativos à criação das respectivas Comissões de Atletas, de quadra e de praia, e do Comitê de Apoio ao Conselho Diretor, bem como contrária às últimas conquistas e evolução em termos de diálogo entre todos os protagonistas do Esporte, dentre os quais se destacam os atletas de cada uma das modalidades”.

O texto foi assinado pelo campeão olímpico André Heller, coordenador técnico do Vôlei Renata e presidente da Comissão, por Gilmar Teixeira, o Kid, vice, além dos outros três membros da comissão: a líbero Fabi e o ponta Lucarelli, outros dois ganhadores de medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, e a oposto Renatinha.

Além do vôlei, os seguintes esportes foram contrários ao maior espaço dos atletas no COB: boxe, canoagem, handebol, ginástica, levantamento de peso, pentatlo moderno, remo, ciclismo, taekwondo, tênis, tênis de mesa, tiro esportivo, tiro com arco e wrestling. Vários expoentes do esporte nacional demonstraram irritação com o resultado. Nas redes sociais, a hashtag #democraciaNoCOB foi utilizada. Apenas do vôlei destaco Ana Moser, Gustavo Endres, Nalbert, Bruninho…

Pelo visto a prisão de Carlos Arthur Nuzman não foi suficiente para abrir os olhos dos nossos cartolas. Para eles é muito melhor manter o modelo atual, quase um clubinho fechado para tomar decisões, permitir o continuísmo sem a necessária transparência. Aos atletas resta resistir, sem aceitar a última manobra em silêncio.

PS: A CBV foi representada na reunião por Neuri Barbieri, vice-presidente da entidade.



MaisRecentes

Coluna: mercado já sente reflexos da crise mundial



Continue Lendo

Itambé/Minas planeja time “em volta” de Macris



Continue Lendo

Osasco Audax quer a volta de Tandara



Continue Lendo