Coluna: Clubes, atletas, seleções e o calendário



Coluna Saque publicada neste domingo, 4 de outubro, no LANCE!.

É difícil encontrar alguém feliz no vôlei atualmente. E a culpada é aquela folhinha que antigamente a gente pendurava na parede e mudava mês a mês (as melhores ficavam nas oficinas mecânicas). O tal calendário consegue deixar insatisfeitos clubes e seus patrocinadores, Seleções, treinadores e atletas.

O fim de setembro e o início de outubro resumem bem este momento de discórdia. No Brasil, clubes estão disputando os Estaduais. Alguns deles, como o Paulista, já está nos playoffs e os clubes o utilizam como preparação para a Superliga, que começará em um mês. Mas vários estão bem desfalcados, pois cederam os principais atletas para o Sul-Americano. E os ruídos entre insatisfeitos, como a Funvic/Taubaté, e o comando da Seleção aumentaram. Lipe e Otávio, por exemplo, acabaram fora. E algumas farpas foram trocadas.

– O Otávio eu nem sei porque perdi, mas não vou ficar brigando com todo mundo. Mas foi estranho, isso é fato – reclamou Bernardinho, ao Globo.com.

Lucas Loh no ataque contra a Colômbia (CBV Divulgação)

Lucas Loh no ataque contra a Colômbia (CBV Divulgação)

Some-se ainda o fato de o Sada/Cruzeiro estar se preparando para o Campeonato Mundial de Clubes, em outubro. E assim os jogadores celestes acabaram foram do Sul-Americano também. O torneio continental masculino, em Maceió, se supera ainda mais no quesito “importância” já que algumas seleções optaram pela disputa com reservas, priorizando o Pré-Olímpico que acontecerá ainda este mês e vale uma vaga na Rio-2016.

Não satisfeito, o calendário fez com que os clubes vivessem neste mesmo período uma debandada de atletas rumo ao Mundial Militar, na Coreia do Sul. Para quem não sabe muitos selecionáveis hoje fazem parte do quadro das Forças Armadas e são bem remunerados por isso.

E sabe quem ganha com isso? Ninguém. Os patrocinadores dos clubes reclamam que investem e contam menos do que gostariam com os jogadores. A Seleção lamenta não poder contar com os melhores atletas na preparação olímpica. Já os atletas, que não são máquinas, passam a sofrer com lesões durante esta insana maratona. Algo precisa mudar!



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