Coluna: Campeões sem torcida na cidade olímpica



Pessoal, bom dia. No dia do aniversário do meu filho mais velho (Thiago, agora 8 anos), a coluna está no ar um pouco mais cedo. Daqui pra frente, a prioridade é curtir o dia chuvoso no Rio com ele. Bom domingo para vocês.

É aceitável o Rio de Janeiro, cidade que vai receber a Olimpíada em 2016, sofrer com “falta” de equipamentos esportivos para dois dos principais esportes do país pouco mais de um ano e meio antes do aguardado megaevento?

Por mais que eu me esforce, não consigo admitir a realização de dois jogos, na última semana, sem a presença de público. Motivo: o ginásio do Tijuca, tradicional – mas bem limitado – palco de eventos esportivos na cidade, não apresentou todos os laudos obrigatórios para receber público. Assim, uma partida do Flamengo, campeão do Novo Basquete Brasil (NBB), e outra do Rexona-Ades, atual e maior vencedor da Superliga feminina de vôlei, aconteceram sem a presença de torcedores.

Vamos por partes. O Ministério Público, autor da ação contra o Tijuca, está mais do que certo ao exigir toda a documentação. Errado está o clube, que não cumpriu as determinações, deixando Fla e Rexona, dois “locatários”, na mão. Os dois gigantes do esporte brasileiro deveriam ter casas próprias e decentes, dirão alguns, com toda razão. Alguém ainda então pode me questionar: então o que tem a ver a cidade olímpica com isso?

O problema é o esporte do Rio de Janeiro ter e quase nunca utilizar o Maracanãzinho e a Arena HSBC, palcos já prontos e que serão palco das competições de vôlei e basquete em 2016. Os dois ginásios, construídos/reformados com dinheiro público para o Pan de 2007, estão atualmente nas mãos da iniciativa privada, algo correto, na minha opinião. Mas, por uma série de motivos, recebem apenas os grandes jogos, como finais de Superliga ou do Mundial de clubes de basquete, por exemplo. Um erro. Poderiam ser a casa de Fla e Rexona em todos os jogos de maior apelo ou com transmissão pela TV. Mas não são, graças principalmente aos custos de aluguel. No caso da Arena HSBC ainda existe restrição, por parte dos dirigentes dos clubes “sem teto”, pela localização, na Barra da Tijuca.

Boas arenas ociosas, iniciativa privada que deixa de faturar, jogos-fantasma, torcedor privado de ver bons eventos esportivos e patrocinadores insatisfeitos. Será que alguém está satisfeito com tal cenário? Então, passou da hora de os envolvidos repensarem a estratégia atual.



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