Coluna: Bronzeadas, mas também decepcionadas



Com um dia de atraso para esperar o último dia do Mundial, a Coluna Saque está no ar.

O bronze certamente não era a medalha que o Brasil foi buscar na Itália. Voltar com ela na bagagem acaba sendo um prêmio de consolação amargo para quem tinha tudo para conquistar o inédito e tão aguardado título mundial.

O choro de algumas jogadoras, ainda em quadra, em Milão, me deu exatamente essa sensação de que o terceiro lugar foi pouco, muito pouco para quem estava em viés de alta, como gosta de dizer um grande amigo aqui no LANCE!. A invencibilidade de 11 jogos até a semifinal de sábado, ter vencido o Grand Prix com autoridade (inclusive com triunfo sobre a mesma seleção americana), ser o atual bicampeão olímpico e não ter mais a algoz Rússia pelo caminho são fatores, na minha cabeça, que faziam o time brasileiro sentir o ouro cada vez mais próximo. A tal conjuntura ideal que se transformou em pesadelo no sábado, após o categórico 3 a 0 aplicado pelos Estados Unidos. E fez com que o terceiro lugar fosse apenas uma obrigação.

Vejo essa “insatisfação” com o bronze como boa notícia. Times acostumados com as vitórias e com os títulos não devem aceitar menos do que o primeiro lugar. E isso não quer dizer menosprezo. Ainda mais quando essas equipes vitoriosas sabem que têm potencial e não veem na concorrência um adversário que esteja um patamar acima.

O Brasil deixa a Itália com uma dolorosa constatação para a segunda metade deste ciclo olímpico: não é invencível, apesar de ter um histórico recente muito mais vencedor do que os principais rivais. Além disso, nem sempre os regulamentos permitem reviravoltas, como esse mesmo time fez nas finais do Grand Prix, ao perder para a Turquia na fase final. Situação que EUA e China, quase eliminadas na 3 fase, viveram na Itália até se transformarem em finalistas.

Para o trio olímpico, EM CASA, a lição precisa ser aprendida.



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