Coluna: Brasileiro não sabe conviver com derrotas



Pessoal, bom dia. A Coluna Saque nesta semana foi publicada um dia depois do que o normal no LANCE!, para que os Mundiais tivessem chegado ao fim. E este blogueiro, que não estava acostumado com a data, também atrasou um dia para publicar o texto por aqui. Sorte que o tema não é perecível.

O Brasil não é mais campeão mundial de clubes no masculino e também não conseguiu recuperar o título no feminino. E daí?

Já passou da hora de o torcedor entender de que estar entre os melhores do planeta não quer dizer vencer sempre. E isso vale para as Seleções Brasileiras e para os times. Existe gente tão boa ou melhor do que a gente mundo afora. Mas parece que nós, brasileiros, precisamos estar todo santo dia no primeiro lugar do pódio para valorizar o produto nacional.

Vejamos os casos de Sada/Cruzeiro, Molico/Nestlé e Sesi. Os mineiros defendiam o título mundial em casa. Jogaram mal durante boa parte da competição, perderam três jogos – Belogorie Belgorod (RUS), a multinacional do Al-Rayyan (QAT) e UPCN (ARG) – e acabaram fora do pódio. E isso quer dizer então que o mesmo time que foi a 15 finais seguidas e venceu 12 torneios não presta mais? Menos, pessoal!

Entre as mulheres, o Molico/Osasco fez uma partida equilibrada contra as russas do Dínamo Kazan e foi dominada na outra por Gamova & Cia, acabando com o vice-campeonato mundial. E vejo titulares da Seleção sendo malhadas nas redes sociais. Críticas são válidas desde que feitas com algum embasamento. Porém, sair xingando e rotulando já extrapola todos os limites do bom senso. O Sesi, outro representante brasileiro no Mundial, também perdeu para as russas na semi. Levou a medalha de bronze como consolação.

De vez em quando é bom ver o brasileiro perder. Prova que somos um país sem memória, que se apega sempre ao presente, sem perdoar um deslize, uma derrota, um vice-campeonato. Imagine na Olimpíada de 2016…



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