Coluna: As “polêmicas” da semana



Peço permissão aos nobres Michel Temer, Joesley Batista, Eduardo Cunha & Cia para usar a palavra polêmica no título de uma coluna de vôlei. Após uma semana com episódios históricos, surpreendentes e tão criativos na série House of Cards tupiniquim, achei importante pedir licença para usar tal palavra, entre aspas, para abordar assuntos importantes para a comunidade do vôlei nos últimos dias.

O primeiro ponto é a experiência que a Federação Internacional (FIVB) pretende fazer nos Campeonatos Mundial sub-23, marcados para o segundo semestre. A entidade vai adotar jogos em melhor de sete sets, com 15 pontos em cada. Mais uma tentativa para diminuir a duração das partidas e satisfazer a televisão, que desde sempre reclama que o vôlei é um problema para a grade de programação. As discussões sobre o tema já acontecem há meses. Em fevereiro, em Lausanne (SUI), elas aconteceram com presença de José Roberto Guimarães, Hugh McCutcheon, Giovanni Guidetti e Karch Kiraly, treinadores com currículo e experiência de sobra.

Zé Roberto tem dois ouros olímpicos com a Seleção feminina (Divulgação)

Zé Roberto tem dois ouros olímpicos com a Seleção feminina (Divulgação)

O brasileiro, apesar de acreditar que o vôlei precisa de mudanças, fez a seguinte ponderação:

– Disse para eles que a experiência que tive com sets de 21 pontos foi horrível. Quando colocaram 15 pontos eu disse que só testando para saber se valerá a pena. Eu não mexeria no que temos agora, ou seja, nos 25 pontos – explicou.

Já escrevi em outras ocasiões sobre o tema, principalmente no infeliz teste feito na Superliga com sets de 21 pontos anos atrás. Vejo espaço para o tempo total de jogo diminuir com medidas que mexem pouco na regra atual. Extinguir definitivamente os tempos técnicos no oitavo e décimo sexto pontos (no Mundial de Clubes isso ficou claríssimo), criar um mecanismo de entrada e saída de atletas nas substituições sem tanta burocracia, agilizar o saque entre um ponto e outro.

Murilo em ação pela Seleção Brasileira (FIVB/Divulgação)

Murilo em ação pela Seleção Brasileira (FIVB/Divulgação)

A segunda “polêmica” é o doping de Murilo. O jogador do Sesi testou negativo para um diurético após teste-surpresa durante as semifinais da Superliga. A defesa já admitiu que parte da estratégia é mostrar que o uso deste tipo de medicamento não melhora performance no vôlei, além de tentar buscar algum tipo de contaminação em suplementos usados pelo ponta. Independentemente de êxito no processo judicial, o estrago na imagem do campeão mundial já aconteceu. Um golpe e tanto no jogador em atividade no país mais crítico aos dirigentes. E esse é o ponto mais discutido nos bastidores. Retaliação? Ou mera coincidência?

Assim como no House of Cards de Brasília, é aguardar pelos próximos capítulos.



  • ÜBERMINEIRO

    É verdade. Aquelas substituições com plaquinhas são demoradas, o cara fica com a placa pra cima um tempão e por vezes fica olhando parado pra cara do juiz até que o bendido decida permitir sua entrada.

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