Coluna: Após o agradecimento, o recomeço



Curitiba foi, em setembro do ano passado, o palco da primeira celebração da Seleção Brasileira masculina após conquistar o ouro olímpico no Rio. Um amistoso festivo contra Portugal, com homenagens para atletas e comissão técnica, clima descontraído e nenhuma preocupação com a dificuldade de jogar em um estádio de futebol. Nesta terça-feira, o time do Brasil retornará à Arena da Baixada para iniciar a busca pela Liga Mundial contra o Canadá, mas desta vez “para valer”.

Sete remanescentes daquela tarde chuvosa estarão na quadra montada no estádio do Atlético Paranaense: Bruninho, Wallace, Lucarelli, Maurício Borges, Lucão, Maurício Souza e Eder. Os seis primeiros desta lista, inclusive, deverão ser titulares na base deixada por Bernardinho e mantida por Renan Dal Zotto. Evandro e Lipe ficaram fora por problemas de lesão. Serginho Escadinha deixou a Seleção, William pediu para não ser convocado nesta Liga e Douglas Souza acabou sendo o último cortado (ele vai reforçar o time sub-23 do Brasil no Mundial). Os sete “estreantes” são Rapha, Renan Buiatti, Rodriguinho, Lucas Loh, Otávio, Tiago Brendle e Thalles. Uma Seleção “mezzo campeã, mezzo renovada”, seguindo à risca o que o novo treinador prometeu fazer ao assumir. E tal situação coloca o time da casa como favorito diante de canadenses e russos, na busca por duas vagas na semifinal.

Os rivais optaram por um processo de renovação bem maior nesta primeira competição do ciclo olímpico para Tóquio-2020. A Rússia, por exemplo, após ver sua última geração fracassar nas últimas grandes competições, tem nove dos 18 inscritos na fase final nascido na década de 1990. Uma geração que conquistou títulos nas categorias de base, com o conhecido binômio altura e força. Basta ver que 12 dos 18 jogadores possuem mais de dois metros de altura. Já os canadenses jogarão como franco-atiradores, sem qualquer responsabilidade. O trabalho do francês Stéphane Antiga acaba de começar e é lucro disputar as finais da Liga.

No outro grupo, tendência de maior equilíbrio com França, Sérvia e Estados Unidos. Todos com alguns dos grandes nomes do vôlei mundial na atualidade (Ngapeth, Grebennikov, Atanasijevic, Petric, Lisinac, Sander, Christenson), mas também aproveitando a Liga para lançar e testar novos talentos.

Para quem estiver na Arena da Baixada, na terça-feira, primeiro dia de disputas da Liga Mundial, um convite. Eu e Serginho Escadinha faremos o lançamento do livro “Degrau por degrau” após o jogo Brasil x Canadá, lá no estádio mesmo. Compareçam!



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