Coluna: A tecnologia brasileira veio para ficar?



A Coluna Saque trocou o domingo pela segunda nesta semana, nas páginas do LANCE!. O tema foi até sugerido nos comentários do blog: o uso da tecnbologia para ajudar a arbitragem. Não vai acabar com todos os erros, mas a tendência é diminuir bastante.

Os árbitros ganharam ajuda da tecnologia nas semifinais da Superliga. O sistema desenvolvido pela Penalty, empresa de material esportivo, precisou de oito anos de testes e US$ 5 milhões. Ele já foi utilizado no torneio masculino no fim de semana: Sada/Cruzeiro 3 x 1 Minas e Funvic/Taubaté 1 x 3 Sesi.

Uma notícia, antes da implantação, festejada por atletas, técnicos, torcedores, a própria arbitragem e também por este escriba. Porém, o momento de comemoração merece uma pausa para reflexão: é necessário analisar os contras, já que os prós são muito claros.

Na sexta-feira, o clássico mineiro não se livrou de polêmicas mesmo com a tecnologia do “Sistema Penalty D-Tech” em uso. Tanto que o representante da empresa precisou dar explicações durante a transmissão pelo SporTV. Para quem não viu, uma necessária explicação. Diferentemente de outros sistemas já utilizadas no vôlei, que requerem paralisação do jogo e análise de replays pelos árbitros, a tecnologia brasileira é mais simples, não necessita de julgamento humano e marca bola dentro ou fora. Toques na rede e invasões, por exemplo, seguirão dependendo do olhar dos árbitros.  Um pequeno monitor é acoplado no poste da rede, na área dos juízes, e fica com a tela vermelha quando uma bola sai, resultado de cálculos matemáticos e imagens de seis câmeras espalhadas pela quadra. Fácil de entender e também de interpretar, certo? Sim.

Agora um detalhe que não sabia e precisou ser explicado pela Penalty quando uma bola, no clássico mineiro, saiu demais, visível até para quem usa óculos como eu, mas o monitor do árbitro não ficou vermelho. A tecnologia detecta erro quando a bola toca até 25cm de distância de uma das linhas da quadra. Ou seja: mais do que isso ela não funciona e deixa a decisão 100% com os árbitros e os bandeirinhas. Neste caso, é de “bom tom” que eles tenham total convicção da marcação. Deixando mais claro esse funcionamento para juízes, técnicos e jogadores aposto em um bom resultado da utilização.

Para ficar ainda melhor e justo para todos os participantes, Penalty e CBV precisam entrar em acordo para utilização da tecnologia do início ao fim da Superliga.



  • Daniel Você Sab Me Dizer, Se A Rede Globo Não Vai Transmirtir Nem Uma Partida Da Semifinal,Pois Se Caso sada E Sesi Vencerem Ja Estarão Na Final,Sendo Assim A GLOBO Não Irá Transmirtir , Sendo Assim Não Vai Cumprir Com O Acordo Feito De Transmirtir A Semi E A Final..

    • Kaio

      Bem notado, achei que essa lacuna enorme entre um jogo e outro na semi-final era devido a transmissão em TV aberta, essa “nova CBV” consegue ser mais amadora que a antiga, aos fins de semana sempre acompanho o Globo Esporte SP e vejo que sempre rola um resumo da rodada da NBB, uma reportagem especial sobre o campeonato, e a Superliga sempre passa batida, nunca falam nada sobre o campeonato, CBV se vende de graça.

    • marcian

      Pois é…é tanta pressão no esporte pra mudar regras e assim ficar mais acessível e atrativo pra tv, e então pergunto, cadê esses jogos? Pura balela.

      Vão mostrar a final. A final! E olhe lá. Com cada comentarista e narrador ó… uma beleza.

  • Lívia

    Bacana a coluna! Tava sentindo falta mesmo sobre maiores informações desse sistema que na sexta causou tanto estranhamento

  • Ciro Andy

    Achei excelente.
    Como vc destacou Daniel, é “simples” e de rápido julgamento (esse é o ponto principal). O melhor q pode ser usado o jogo todo, ao contrário do desafio q limitava o pedido a 2, por set. Tomara q usem durante toda a próxima super liga.

  • Felipe

    Esse ano vai ter Sul americano? Por que ninguém está falando nada.

    • JOSE HERBERT DE ARAUJO

      Vai. O feminino na Colômbia e o masculino no Chile, ambos em setembro deste ano.

    • Juliano

      Parece q o Brasil ñ vai participar. Neste ano, trata-se de eliminatório p a Copa do Mundo, a qual o Brasil ñ participará.

  • SPORTS IN THE WORLD

    A responsabilidade da utilização deste Sistema “porcaria” é da CBV, através da sua Comissão de Arbitragem, a Penalty inventora do Sistema, quer é ganhar dinheiro, faturar, aumentar seus lucros, fazer publicidade etc. A Penalty, diz já ter investido 5 milhões no projeto, no começo eles colocaram um “chip” dentro da bola (claro queriam vender bolas que é o principal produto deles, Penalty) mas testaram o projeto da bola e não deu certo. Aí para não perderem “grana” inventaram (ou copiaram) o Sistema Italiano, mas parece que corretamente é óbvio que ainda não está 100% visto o erro GRAVÍSSIMO no jogo entre SADA e MINAS onde o MINAS, foi tremendamente prejudicado. A CBV, não se emenda mesmo né! Lugar de TESTES é em campeonatos de Petiz, de Infanto ou de Juvenis, no Olimpico, no Barroca ou no Mackenzie e não na Superliga, muito menos em uma SEMIFINAL. Total irresponsabilidade da CBV e de quem autorizou a utilização desta maldita Tecnologia, a Comissão de arbitragem ou quem dirige a Superliga presumo eu, mudando o resultado de um SET e talvez quem sabe da partida e o pior de tudo, prejudicando uma equipe que sendo tecnicamente inferior, lutava desesperadamente a cada ponto e vê um sistema tecnológico tirar-lhe a possibilidade de vitória num Set. “O sô que bosta é essa que veio para prejudicar meu Minassss”! E não tem tecnologia que ajude estes fiscais das linhas de “bosssssta” aqui de BH, socorro sô!

  • Juliano

    Só mostra como o juiz era muito fraco. Chamou tardiamente o técnico q poderia ter auxiliado na decisão mais importante do jogo, q poderia dar o set ao Minas. Ele só chamou o técnico depois do burburinho da transmissão. Do contrário, continuaria na mesma e usando o sistema de forma muito errada.

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