Coluna: A imprevisível Superliga feminina



Primeiramente, uma feliz Páscoa a todos os amigos e amigas. Abaixo a Coluna Saque publicada neste domingo no LANCE!

Quatro jogos válidos pelas semifinais. Dois deles, os iniciais, decididos no tie-break. Os outros dois vencidos, de virada, pelas equipes que vinham em desvantagem na série e jogavam pela sobrevivência.

Apenas pelo cenário acima a temporada 2015/2016 da Superliga feminina já poderia ganhar o rótulo de melhor dos últimos tempos. Mas um outro ingrediente faz com que eu tenha certeza de que tal rótulo é mais do que merecido: os dois clássicos que definirão os finalistas da competição estão imprevisíveis. E assim está sobrando emoção nas séries entre Rexona-Ades x Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube x Camponesa/Minas.

O clássico dos clássicos vai pegar fogo nesta segunda (João Neto/Divulgação)

O clássico dos clássicos vai pegar fogo nesta segunda (João Neto/Divulgação)

Depois de dois jogos em cada confronto, o placar aponta 1 a 1. O terceiro e decisivo confronto acontecerá nesta segunda-feira. Certeza de mais duas belas partidas no Rio de Janeiro e em Uberlândia. O fator casa, neste momento, é a única variável a apontar ligeiro favoritismo para Rexona e Praia. Um justo prêmio para quem esteve nos primeiros lugares da fase de classificação.

No clássico dos clássicos, o Rexona precisou muito Natália para empatar a série contra o rival de Osasco. Foram 21 pontos da sobrecarregada ponteira (a fiel escudeira Gabi vem de uma torção no tornozelo, enquanto a reserva Regiane precisou operar um dedo da mão). Ela recebeu 39 bolas e foi decisiva quando o time mais precisou dela. Agora uma dúvida: a americana Thompson vem mal na série. Roberta entrou e deu conta do recado na sexta. É a hora de manter a brasileira como titular? Com a palavra, Bernardinho.

Já no clássico das Alterosas, o Minas quebrou um ingrato jejum neste sábado, vencendo o Praia pela primeira vez na temporada. E boa parte se deve ao renascimento de Tandara. Mãe há cinco meses e em recuperação após ser diagnosticada com dengue, a atacante marcou 22 pontos. Foi a melhor atuação dela no ataque nos últimos anos. Uma performance para sonhar, sim, com a volta à Seleção Brasileira para a disputa da Rio-2016.

Que amanhã possamos ver mais dois espetáculos de altíssimo nível! Alguém arrisca um palpite? Eu não.



MaisRecentes

Conheça Kadu, a novidade da Seleção nos jogos pré-Mundial



Continue Lendo

Em dia de justa homenagem por ouro em Pequim, Brasil perde a quarta seguida



Continue Lendo

Coluna: Uma semana estranha para o vôlei brasileiro



Continue Lendo