Coluna: A garotada veio para ficar?



Coluna Saque publicada neste domingo, 6 de dezembro, no LANCE!

Em setembro, a convite da CBV, acompanhei o Campeonato Mundial masculino sub-21, no México. O Brasil ficou em quarto lugar, atrás de Rússia, Argentina e China.  Menos de três meses depois, fuçando nas estatísticas individuais da Superliga, encontro alguns jogadores daquele time em destaque.

Fernando Cachopa, capitão brasileiro no Mundial, aparece em primeiro lugar nos números de levantamento. O ponta Rodriguinho, outro representante do Sada/Cruzeiro, aparece na primeira posição na eficiência de passe, à frente de Douglas Souza, do Sesi. Ambos formavam a linha de recepção do Brasil no México. Os dois também aparecem no “pódio” nas estatísticas de ataque, com Douglas em segundo e Rodriguinho em terceiro, atrás apenas do incomparável cubano Leal.

Douglas Souza em ação no Mundial (Silvio Avila/FIVB Divulgação)

Douglas Souza em ação no Mundial (Silvio Avila/FIVB Divulgação)

É para festejar a chegada de uma nova e promissora geração? Calma! Não estou aqui para mudar de ideia tão rapidamente. Escrevi no meio do ano uma coluna expressando minha preocupação com o processo de renovação do vôlei nacional e muita gente me chamou de pessimista (relembre aqui: Momento da base brasileira). Os resultados internacionais pioraram, o surgimento de novos nomes nas Seleções adultas rarearam e vários centros  reconhecidos pela formação de atletas sofrem com falta de verba para manutenção do trabalho.

Do trio citado acima, dois ainda são reservas: Cachopa e Rodriguinho, no Sada. A condição ajuda um pouco para que se mantenham bem ranqueados. Apenas Douglas Souza, que forma a linha de passe do Sesi com Murilo e Escadinha, joga com mais frequência. E isso mostra como ainda é preciso ter muita paciência para fazer uma análise mais otimista destas estatísticas. A presença deles na lista dos melhores permite ver o futuro com uma pitada de esperança, mas sempre com moderação.

Douglas é quem mais carrega a esperança de especialistas para ter sucesso na Seleção principal a curto prazo. 1,99m, 20 anos, várias premiações na base e já convocado algumas vezes para o time adulto. Vive aquele difícil momento de mostrar entre os profissionais que deixou de ser promessa para se transformar em realidade. Talvez falte a ele acreditar mais no potencial e no talento que possui.

Para o bem do vôlei brasileiro, torço para que Douglas, Cachopa, Rodriguinho e outros deixem de ser exceções nas estatísticas e se firmem logo entre os melhores do país.



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