Coluna: A final das finais não é mais do mesmo



Pessoal, bom dia. Coluna Saque publicada no LANCE! neste domingo, 26 de abril, sobre a decisão da Superliga feminina.

Os maiores rivais do vôlei brasileiro voltam a se encontrar hoje em uma decisão de Superliga hoje. Você pode até chamar de “mais do mesmo” ou “jogo do eu já sabia”. Mas eu prefiro valorizar o que Rexona-Ades e Molico/Osasco, com mérito, trabalho e investimento pesado, representam para o esporte neste décimo encontro em finais.

No caso do time carioca, o patrocinador é o mesmo desde a fundação, em 1997, ainda no Paraná, um verdadeiro case de sucesso. Em 18 temporadas, todas com Bernardinho como treinador, foram nove títulos nacionais. Quase todas as principais jogadoras do país passaram pelo projeto em algum momento da carreira. Já na equipe de Osasco está na 13 final, a sexta com o patrocínio da Nestlé. Nas outras, o apoio era do Bradesco, usando as marcas BCN e Finasa.  Outro projeto vencedor (seis títulos), que também ajuda na revelação de talentos e concentra grande parte das atuais estrelas da Seleção.

Ninguém atinge os números citados acima por acaso. E quem também agradece por todo o sucesso da dupla é a CBV. A Superliga deve muito do interesse do torcedor, da mídia e dos patrocinadores aos feitos da dupla Rio/Osasco. Apenas o fato de terem construído uma rivalidade verdadeira, em um esporte que vê times fecharem ano após ano, sem deixar qualquer identidade, já é um legado louvável.

Neste novo capítulo escrito hoje, uma jogadora em especial terá mais destaque do que as outras, independentemente do desempenho ou do resultado do jogo. Fofão, aos 45 anos, vai se despedir da Superliga. Levantadora com currículo tão rico quanto os clubes envolvidos na disputa. Um ser humano acima da média.



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