Coluna: A dor silenciosa de um grande campeão



Coluna Saque publicada neste domingo, 19 de julho, no LANCE!

Sabe aquele texto que você pensa, escreve, apaga, volta a pensar, começa de novo… E parece nunca estar satisfeito? Esse aqui foi um deles.

Talvez a mesma dificuldade que eu tive para escrever o Murilo tenha para assimilar e entender esse momento difícil que vive na carreira.

Campeão do mundo em 2010 jogando uma enormidade, eleito com méritos o melhor daquela competição. Referência para uma Seleção que pouco renovou suas peças neste ciclo olímpico. Depois de duas cirurgias no ombro direito, ele já não consegue ser mais tão decisivo como antes, principalmente no ataque. Murilo fez quatro pontos diante dos EUA, dois deles em ataque em 10 bolas recebidas. Contra a França, marcou cinco no total, colocando três bolas no chão em 13 tentativas. Pouco para um jogador deste quilate. Uma sobrecarga para as demais opções ofensivas da Seleção.

Tive uma conversa com Murilo após o jogo com os EUA. Não foi uma entrevista, por isso as frases dele não estão nesta coluna. Mas achei justo ouvi-lo antes de escrever as minhas impressões. Deveria ter feito o mesmo quando sugeri, em outra coluna sobre ele, que atuasse como líbero.

Ciente da atual limitação, Murilo tenta se reinventar, algo não tão simples de se conseguir em um vôlei cada vez mais alto, forte e veloz. É compensar no bloqueio, no passe e na liderança que possui. Sabe que é difícil, ainda mais a um ano da Olimpíada. A questão é: isso bastará?

Torço para que seja.



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