Coluna: A Copa do prognóstico impossível



Pessoal, segue minha coluna publicada neste domingo, 20 de novembro, no LANCE!

A Copa do Mundo feminina, definitivamente, não seguiu os padrões de normalidade e derrubou 99% dos palpiteiros de plantão. A convidada Itália levou o título, o favorito Brasil ficou apenas em quinto lugar e não garantiu com antecipação a vaga olímpica em Londres-2012, a China voltou a se colocar entre as tops, após alguns anos no ostracismo, o Japão desbancou as quase campeãs americanas na rodada final, só para citar as principais potências.

Será possível acontecer algo semelhante no torneio masculino, que começou hoje no Japão?

Entre os homens, existem mais seleções com capacidade técnica para figurar entre os três primeiros, limite para obtenção da vaga na próxima Olimpíada, o que torna qualquer prognóstico em um mero chute. Além do Brasil favorito de sempre, Estados Unidos, Rússia, Polônia, Sérvia, Itália, Cuba e até a Argentina podem sonhar com um lugar no pódio.

A Seleção Brasileira não teve muita sorte na tabela (alguns vão dizer que é perseguição da Federação Internacional para acabar com a supremacia verde-amarela). Depois da estreia contra o Egito, duelos em sequência contra americanos, italianos e russos. Ou seja: pode-se arrancar para o título ou ver a vaga olímpica em risco depois de quatro jogos.

Estou curioso para saber com Bernardinho vai usar os 14 jogadores durante a maratona de 11 jogos em 14 dias. Na véspera da primeira partida, ele cortou o ponta Thiago Alves e manteve no elenco três opostos: Theo, Leandro Vissotto e Wallace Souza, algo pouco usual. Theo ganhou a confiança do técnico desde o Mundial do ano passado, competição em que Vissotto começou muito mal e jogou bem apenas na semifinal e na decisão. Este ano, Vissotto ficou fora de algumas convocações e voltou a ser chamado após iniciar bem a temporada no Cuneo, da Itália. Já Wallace Souza (o do Sada/Cruzeiro, não o Wallace Martins, do Sesi) foi bem com a Seleção B no Pan e surpreendeu ao ser levado à Seleção principal. Os três possuem características bem diferentes e vão protagonizar uma boa disputa pela titularidade.

Outra peculiaridade no elenco brasileiro é a presença de apenas um líbero: Escadinha. Quase todos os rivais levaram dois jogadores da posição para a Copa. No nosso caso, é torcer para o melhor de todos os tempos não se lesionar – já bati na madeira três vezes.

O único prognóstico que não irei errar desta vez: valerá a pena passar algumas madrugadas em claro até o fim do mês.



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