Coluna: Quer contratar um campeão olímpico?



Coluna Saque publicada neste domingo, 28 de agosto, no LANCE!

O mercado do vôlei volta a esquentar no Brasil depois dos Jogos Olímpicos. O principal motivo: alguns medalhistas de ouro ainda estão desempregados.

No masculino, o nome é Lipe. O ponta, ex-Taubaté, terminou a Rio-2016 muito valorizado. Ganhou a titularidade com a competição em andamento e se destacou na reação brasileira a partir da partida contra a França, última rodada da primeira fase. Na final contra a Itália, fez 11 pontos (inclusive o bloqueio que fechou a partida), ficando atrás apenas de Wallace. O destino mais provável, segundo o próprio, é a transferência para o Irã.

Uma liga de segundo escalão, pequena para quem vive o melhor momento da carreira. Tal possibilidade comprova como está grande o desnível entre os grandes clubes brasileiros. Os mais ricos estão com elenco já fechado há meses. Já os medianos, com espaço no elenco para contar com um jogador com seis pontos no ranking (o máximo é sete), não tem dinheiro.

Jaqueline voltou à mira do Minas (Divulgação)

Jaqueline voltou à mira do Minas (Divulgação)

No feminino, as bicampeãs olímpicas Sheilla e Jaqueline, que carregam pontuação máxima no ranking, também não definiram o futuro para a temporada 2016/2017. Não encontram mais espaço nos três clubes com maiores orçamentos do país: Rexona, Molico/Osasco e Dentil/Praia Clube. E são caríssimas para quase todos os demais participantes. As duas estiveram no radar do Minas, mas também falta dinheiro ao tradicional clube de BH para contratá-las. Com ajuda pontual de alguns parceiros, os dirigentes mineiros procuraram as duas e têm esperança de fechar com uma delas. Jaqueline, destaque do próprio Minas há duas temporadas, é quem tem mais chance. Como o marido Murilo seguirá no Sesi, ela não quer atuar no exterior. E já conhece muito bem a estrutura e boa parte do elenco mineiro.

Desfechos devem acontecer nas duas próximas semanas.



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