Coluna: A divisão de forças na final da Superliga



Coluna Saque publicada neste domingo, 10 de abril, no LANCE!. O tema não poderia se outro: a final da Superliga masculina.

O cenário é bem parecido com o do último domingo. Um time hegemônico, com histórico de vitórias em finais de Superliga, contra um estreante em decisões nacionais. Resta esperar a bola subir, novamente em Brasília, para ver se o Sada/Cruzeiro vai repetir o feito do Rexona-Ades ou se o Brasil Kirin será capaz de fazer o que o Dentil/Praia Clube não conseguiu.

O currículo, reforçado pela performance na atual temporada, dá aos mineiros uma cota maior de favoritismo. São 27 campeonatos disputados desde 2010, com 25 presenças em decisões e 20 títulos conquistados. Destes canecos cinco foram ganhos na atual temporada: Mundial, Sul-Americano, Copa Brasil, Supercopa e Mineiro, um aproveitamento de 100%. Na atual Superliga, o time comandado pelo argentino Marcelo Mendez foi líder na primeira fase (o rival de hoje ficou em terceiro). A base titular formada por William, Wallace, Leal, Filipe, Eder, Isac e Serginho é a mesma há alguns anos e qualquer torcedor que siga o vôlei mais de perto tem a escalação. na ponta da língua. Sobra entrosamento e esse é um dos diferenciais do Sada. Apenas este parágrafo seria suficiente para qualquer leigo dar ao Sada/Cruzeiro a condição de favorito, certo?

Certo. E o mesmo parágrafo deve servir de motivação para o Brasil Kirin, em sua primeira final de Superliga. O time de Campinas não pode entrar em quadra com o sentimento de dever cumprido. Ter deixado Funvic/Taubaté e Sesi, projetos com orçamentos maiores para trás, já é motivo de comemoração para o Brasil Kirin. Mesmo que a meta já tenha realmente sido atingida, o técnico Alexandre Stanzioni sabe que falta um degrau para definitivamente entrar para a história. E tem visto os jogadores mostrarem muita fome na segunda metade da temporada, algo imprescindível nesta situação. Sem um selecionável que roube os holofotes, o grupo campineiro provou ser verdadeiramente um time ao superar uma série de lesões e se credenciar para o título. Hoje terá de provar que tem o “algo a mais” para escrever em Brasília o capítulo mais importante do projeto até hoje.



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