No clássico do futebol, melhor para o Cruzeiro



Vencer o primeiro jogo da vida na Superliga logo na estreia e contra o atual pentacampeão. O sonho do Corinthians/Guarulhos até começou bem, mas terminou em pesadelo. Na noite deste sábado, no Ginásio do Parque São Jorge, derrota alvinegra para o Sada/Cruzeiro por 3 sets a 1, parciais de 29-31, 25-18, 25-15 e 25-22.

O roteiro do conto de fadas alvinegro teve um início memorável. Consistente como sempre, o time mineiro comandou o marcador a partir do segundo terço da parcial. Aproveitou ainda vários erros de saque do Timão para abrir 24 a 19. Ele mesmo, o placar que ainda atormenta fãs da Seleção Brasileira feminina. O que parecia fatura liquidada para os visitantes se transformou em épica virada. Alan Patrick entrou para sacar no 24-20. No tudo ou nada, fez ponto direto, desequilibrou o passe adversário e fez a torcida explodir ao empatar em 24 a 24. A partir daí o jogo cresceu em tensão, com belos lances e no fim duas marcações (acertadas) em lances difíceis para a arbitragem. Uma virada de tirar o fôlego!

O primeiro clássico da Superliga (De Lima/Divulgação)

O primeiro clássico da Superliga (De Lima/Divulgação)

A derrota foi assimilada como se deve por um grande time. O Cruzeiro voltou para o segundo set com tudo. Abriu 3 a 0 e não deixou mais o Corinthians encostar, minimizando os erros e com bom aproveitamento na virada de bola. Alexandre Stanzione mexeu em quase todas as opções, mas não conseguiu equilibrar as ações.

O enredo do terceiro set foi o mesmo, com o Cruzeiro fazendo 5 a 1 logo de cara. A diferença seguiu aumentando e chegou em 11 a 5, já com Sidão em quadra. Stanzione parou o jogo duas vezes para tentar corrigir as falhas do time. Mas a parcial já estava controlada pelos mineiros, com os paulistas nitidamente nervosos com os seguidos erros de saque, passe e ataque. Resultado: 25 a 15, sem qualquer susto.

O Corinthians sentia falta de Fábio, contundido, e de Rivaldo, pouco eficiente na virada de bola. Enquanto isso Leal e Evandro davam conta do recado pelo lado celeste. E o Cruzeiro jogando solto, sem pressão do adversário e na frente do placar é praticamente imbatível. Novamente abriu logo de cara (6 a 1), obrigando o pedido de tempo corintiano. Com Alan Patrick no saque, desta vez sem forçar, o time da casa esboçou uma reação, cortando a diferença para 7-5. O set ficou tenso, após duas marcações bem contestáveis da arbitragem a favor do Cruzeiro (dois toques de Isac numa defesa e um saque perto da linha que até o replay não mostra com clareza se foi dentro ou fora). Sobrou até cartão vermelho para o técnico corintiano. O time de Marcelo Mendez manteve o controle emocional até fechar em 3 sets a 1.

O Troféu VivaVôlei foi dado para o ponta Leal.

– Jogo foi muito difícil. Forçamos o saque e acho que essa foi nossa arma para vencer fora de casa – disse o cubano naturalizado brasileiro.

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