Mestre em esconder o jogo, a China é favorita nas finais em Nanjing?



As finais da Liga das Nações feminina começarão na madrugada desta quarta-feira, em Nanjing, na China. E um dos grandes mistérios recai sobre as donas da casa.

Classificada antecipadamente por ser a sede da etapa decisiva, a China, atual campeã olímpica, fez uma campanha ruim na fase de classificação. Foi apenas a nona colocada entre os 16 participantes, com sete vitórias e oito derrotas.

Teve ainda o “benefício” de uma logística muito favorável: três etapas disputadas em casa, uma na vizinha Hong Kong e apenas um deslocamento para a Alemanha. Já alguns rivais fizeram a festa dos programas de milhagem após visitarem até quatro continentes diferentes em cinco semanas.

Um cenário tão positivo para a China que Lang Ping revezou o elenco e em várias oportunidades deixou as estrelas fora, apenas treinando e em trabalho de recuperação física.

Ting Zhu esteve em quadra no duelo com o Brasil na fase anterior (FIVB Divulgação)

Basta dar uma olhada nas principais estatísticas da Liga das Nações para perceber que as chinesas não aparecem nos primeiros lugares nos fundamentos analisados pela Federação Internacional. E isso não é normal quando Ting Zhu, por exemplo, está em quadra.

Apenas para comparação, a lista das maiores pontuadoras entre os finalistas mostra Boskovic (SER) com 238 pontos, Tandara com 231, Sloetjes (HOL) com 202, Boz (TUR) 197, Bartsch (EUA) 192 e as chinesas com pouco mais de 100: Liu e Li (120 cada) e Zhu com 112.

Então passem uma borracha na participação chinesa até aqui. E levem em consideração o seguinte antes do jogo contra a Holanda, em Nanjing (veja mais abaixo as transmissões do primeiro dia pelo SporTV):

1) A melhor jogadora do mundo estará presente

2) A China jogará em casa

3) Fisicamente as chinesas estarão bem mais inteiras do que as adversárias

4) Não são as atuais campeãs olímpicas à toa

5) Novas jogadoras, como Yingying Li, começam a despontar no cenário internacional

Por isso tudo vejo sim a China como favorita, à frente dos Estados Unidos, primeiro colocado com apenas duas derrotas na competição.

Para o Brasil, o jogo importante é contra a Holanda. Será um confronto direto, na quinta-feira, pela vaga nas semifinais em Nanjing, levando em consideração que a China ficará com a outra vaga. Garantida a vaga, é esperar por Estados Unidos ou Sérvia, seleções melhores do que a emergente Turquia de Giovanni Guidetti.

José Roberto Guimarães teve tempo para trabalhar o passe, fundamento que mais tirou o sono do treinador na fase de classificação. Sem Drussyla, ele optou por Jaqueline. E creio que muito pela eficiência na recepção. O time seguirá dependente de Tandara (43,7% de aproveitamento no ataque na fase inicial) e do ótimo momento da dupla de centrais Adenízia e Bia. Elas ocuparam o segundo e o terceiro lugares nas estatísticas de bloqueio e já totalizam 94 pontos no fundamento.

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