CBV divulga ranking e “encosta a porta” para estrangeiros no masculino



O ranking de atletas para a temporada 2011/2012 da Superliga foi divulgado nesta quarta-feira pela CBV. E algumas novidades importantes, como a diminuição no número máximo de estrangeiros nas equipes masculinas.

Agora, apenas um gringo poderá ser inscrito por time. O Vôlei Futuro, por exemplo, conta atualmente com dois cubanos: Camejo e Iznaga.

No feminino foi mantida a regra de duas estrangeiras por equipe.

A medida mostra uma tendência no vôlei brasileiro: temos muito mais mão-de-obra qualificada no masculino do que no feminino, principalmente depois do repatriamento dos selecionáveis nas duas últimas temporadas. Como alguns mercados em baixa, o real fortalecido e a chegada de novos patrocinadores, a tendência era ver mais estrangeiros escolhendo a Superliga como caminho, restringindo o mercado para os jogadores da casa. Uma década atrás, a Itália escolheu o caminho inverso, viu o seu campeonato virar um eldorado de craques internacionais e também viu a renovação de suas seleções diminuir. O resultado é o enfraquecimento atual da Azzurra.

Em conversa recente com o LANCE!, Ary Graça deu sua opinião sobre o assunto:

– Não vou ser radical dizendo que sou contra os estrangeiros aqui. Tem um lado mercadólogico. Ter cubanos, americanos, americanas vice campeãs olímpicas, é um charme. Mas ter o muquirana jogando aqui não. Aqui, só os bons, que vão jogar para cima o campeonato. Trazer qualquer um para tomar o dinheiro do brasileiro não deixo. Dificilmente tem jogador lá fora que tomaria o lugar dos nossos aqui – comentou o presidente da CBV.

Sobre o ranking, no masculino, foram citados os 154 melhores atletas brasileiros e seis estrangeiros. No feminino, as 114 melhores atletas brasileiras e seis estrangeiras estão na relação. Para cada atleta ranqueado é atribuída uma pontuação variável de – no mínimo – um e – no máximo – sete pontos.

No feminino, as sete atletas ranqueadas com sete pontos já tinham essa pontuação na última temporada. São elas: Natália, Thaísa e Jaqueline, do Sollys/Osasco (SP); Fabiana e Paula Pequeno, do Vôlei Futuro; Sheilla e Mari, da Unilever; Fofão, que joga na Turquia; e Walewska, que atua na Rússia.

Entre os homens, oito atletas têm a pontuação máxima e todos eles também já estavam nesta categoria na temporada passada. São eles: Bruninho, da Cimed; Giba, Pinheiros/Sky; Leandro Vissotto, Lucão e Ricardinho, do Vôlei Futuro; Murilo, do Sesi; Rodrigão, que joga na Turquia, e Dante, que está na Rússia. Em relação à temporada passada, apenas o meio de rede Gustavo deixou de ter a pontuação máxima. Para a próxima temporada, o jogador, do Pinheiros/Sky, valerá seis pontos.

Para quem não conhece o ranking a fundo, algumas informações extras:

– Foi implantado em 92/93 para dar um equilíbrio de forças entre as equipes.

– O sistema de pontuação contempla a qualidade técnica de cada jogador, sua carreira e desempenho nas últimas temporadas.

– Na Superliga Feminina, cada equipe poderá inscrever, no máximo, três atletas com pontuação sete. No masculino, cada time poderá inscrever dois jogadores de sete pontos. Um terceiro atleta com sete pontos só poderá ser inscrito se ele for repatriado.

– Os jogadores que estiveram atuando no exterior e voltarem a jogar no Brasil, independentemente da pontuação recebida, seguem valendo zero ponto para a equipe que contratá-los.

– É considerado um jogador repatriado aquele que na última inscrição tenha sido por uma equipe do exterior e que o mesmo esteja, pelo menos, uma temporada inteira sem inscrição na Superliga.

– Cada equipe poderá inscrever atletas cujo somatório de suas pontuações não seja superior a 32 pontos e tenha, no mínimo, sete pontos.

– Para as demais graduações de 6 (seis), 5 (cinco), 4 (quatro), 3 (três), 2 (dois) e 1 (um) pontos, a inscrição é livre, desde que respeitada a pontuação máxima por equipe (32 pontos).

– Para aqueles que permanecerem na mesma equipe da Superliga 10/11 – mesmo que tenham obtido a pontuação maior para esta nova temporada – prevalecerá os pontos estabelecidos e considerados da temporada anterior. Caso o atleta tenha sua pontuação reduzida, prevalecerá o menor número de pontos.



  • Gabriel

    Cara, não entendo o ranking! Olhei a lista e, o Sesi por ex, tem 1 Jogador de 7, 3 jogadores de 6, 2 jogadores de 5… só esses 6 jogadores já dá 35 Pontos…

    Como pode?!

    • Daniel Bortoletto

      Você viu o ranking atual. Se um jogador veio do exterior para o Sesi, ele chegou como zero e conta como zero. Só valerá seis, por exemplo, se trocar de equipe no Brasil.

  • Vitor

    O Bruninho contará como repatriado ?
    Porque podemos ter no RJX Dante, Rodrigão, Bruninho e todos eles repatriados. Podendo assim ter um super elenco e 3 dos melhores jogadores não ranqueados.
    Acho que ao invés de proibir uma equipe ter 2 estrangeiros, deixaria ainda a oportunidade de ter 2 no elenco, mas apenas um ser relacionado por partida. Evitaria assim uma equipe ter 2 ponteiros estrangeiros como titular, como era no Volei Futuro e criaria uma variação de oportunidades dentro do elenco. Como o estrangeiro chega sem ranqueamento, é uma ótima opção para clubes com menos investimento.

  • Tiago

    Reduziram a pontuação do Gustavo pra 6 pts?!?! Huuum…eXtranho, eXtranho…

  • Joao

    Daniel, eu acho uma palhaçada esse ranqueamento, ao meu ver nao influi e nem contribui. Vc sendo um especialista, me diga o que poderia ser feito para acabar com besteira da CBV. A Itália é um exemplo vivo de que estrangeiros nao afetam negativamente no esporte, pelo contrário, a Itália, sobretudo no feminino se tornou uma potência por causa da “Liga” bem estruturada. Eu sou contra uma equipe ter 5 ou 6 jogadores estrangeiros, mas tbm nao concordo com esse número reduzido, cada equipe poderia inscrever 3 jogadores e nao complicaria em nada. Isso seria mais coerente, até mesmo pq o fato de atribuir pontuação zero para estrangeiros repatriados isso só favorece aos grandes “clubes”. Se Dante, Rodrigão, Rafa, Theo, Joao Paulo voltarem ao Brasil para jogarem numa mesma, já é praticamente uma seleção brasileira. Não concordo com esse método e acho que os clubes deveriam mandar a CBV ir pastar e eles próprios organizem a Superliga nos moldes da Liga Turca. Abraço

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