CBV apresenta Superliga feminina com “show de Fabi”



A bicampeã olímpica Fabi roubou a cena na apresentação da 25ª edição da Superliga feminina, em São Paulo, nesta quinta-feira.

Na primeira temporada após o encerramento da carreira como líbero, ela foi convidada pela CBV para ser mestre de cerimônias. E deu um show à parte.

Com uma condução descontraída, ela arrancou gargalhadas de atletas, dirigentes, técnicos e convidados.

Fabi não perdoou Paulo Coco, técnico do atual campeão Dentil/Praia Clube, na caminhada das cadeiras até o palco. Disse que Fabíola, levantadora do Sesi Bauru, estava proibida de vender rifa para ajudar a igreja. Pediu para Thaisa desfilar ao chamar as representantes do Hinode/Barueri. Quebrou o gelo.

Ela ainda se auto-rotulou de “cornetarista”, brincando com a nova profissão de comentarista de vôlei dos canais Globo e SporTV.

O bom humor de Fabi contagiou outros participantes. O italiano Stefano Lavarini, técnico do Minas, com um português quase perfeito após um ano no país, brincou com Natália, um dos principais reforços do time, ao dizer que ajudaria a traduzir o que ela diria para o público.

Já perdi a conta de quantas apresentações de Superliga eu já acompanhei. E não me recordo de uma outra parecida com a de hoje.

Fabi faz selfie após a apresentação da Superliga feminina William (Lucas/Inovafoto/CBV)

Fabi também ajudou a transformar a experiente líbero Arlene em outro destaque do evento. Ela pediu para a jogadora do Sesi Bauru, de 48 anos, chamada carinhosamente de Matusalém, falar sobre a “terceira” participação na Superliga. No palco, as duas abraçaram e Arlene se emocionou. “Você está rindo ou chorando?”, perguntou Fabi.

Quando o Osasco/Audax subiu ao palco, foi a vez de Paula Pequeno, outro alvo das brincadeiras de Fabi, pedir uma salva de palmas para Arlene. Já Luizomar de Moura disse que a forma como Fabi conduziu o evento ajuda a todos entenderem que são adversários, mas não inimigos.

No fim, com Roberta e Bia no palco representando o Sesc, ex-time de Fabi, o supervisor Harry Bohlman falou da plateia que a camisa 14 estava guardada, à espera do retorno dela às quadras. Certamente um sonho para todo fã da líbero e do vôlei brasileiro.

No discurso de encerramento, a ex-jogadora ressaltou alguns pontos mais sérios das rápidas entrevistas que ela conduziu no palco. Um deles, de Paulo Coco, sobre o prazer de poder conciliar paixão e profissão no vôlei.

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