Caso Battisti faz italianos hostilizarem jogadores brasileiros no Mundial



A decisão do Supremo Tribunal Federal de não extraditar para a Itália Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua no país-natal por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, repercutiu no Campeonato Mundial de vôlei de praia, em Roma, nesta quarta-feira.

Durante o duelo entre os brasileiros Alison e Emanuel contra os dinamarqueses Soderberg/Hoyer, torcedores italianos jogaram laranjas na quadra montada no Foro Itálico, hostilizando a dupla verde-amarela e interropendo o jogo por alguns minutos.

Na semana passada, o STF determinou o relaxamento da prisão preventiva de Battisti, que estava detido desde 2007. Em 2009, o mesmo Supremo havia autorizado a extradição do terrorista, mas determinou que a palavra final sobre o caso deveria ser dada pelo presidente Lula. E ele, na ocasião, no último dia do seu mandato, decidiu pela permanência do ex-militante político no Brasil. Os advogados do governo italiano, por sua vez, questionaram a decisão, alegando que o ex-presidente desrespeitou os tratados entre os dois países ao negar a extradição.

Triste quando a política causa uma reação assim no esporte.



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