Carol Gattaz: homenagem, susto e classificação



A tarde de sábado de Carol Gattaz foi um verdadeiro turbilhão de emoções. Começou com homenagem, passou por uma grande atuação, gerou calafrios na torcida ao precisar ser atendida com um problema no joelho e terminou com a classificação do Camponesa/Minas para a semifinal da Superliga Cimed Feminina.

Na Arena Minas, em Belo Horizonte, vitória das donas da casa sobre o Fluminense por 3 sets a 1, parciais de 25-22, 23-25, 25-15 e 25-23. Foi o segundo triunfo no playoff em melhor de três das quartas de final, carimbando o passaporte para enfrentar o Sesc nas semifinais.

Antes da partida, Carol Gattaz recebeu duas placas comemorativas da diretoria do Minas Tênis Clube. Uma pelos 150 jogos pela equipe e outra pelos 20 anos de carreira. Atitude elogiável do Minas para uma atleta que merece tais homenagens. Sou um defensor destas demonstrações para atletas ainda em atividade, em vida, como já escrevi em outras oportunidades.

Carol Gattaz

Carol Gattaz faz uma temporada impecável pelo Camponesa/Minas (Orlando Bento)

Em quadra, a capitã mineira começou voando. Foi a bola de segurança de Macris no ataque, além de aparecer no bloqueio para pontuar e gerar vários contra-ataques. Foram 16 pontos marcados antes de um susto. Carol Gattaz sentiu dores no joelho esquerdo, fruto de uma tendinite. Reclamou de dores, foi para o banco na reta final da segunda parcial e voltou nitidamente com dores no terceiro.

Terminou a partida faturando mais um prêmio, o Troféu VivaVôlei de melhor em quadra. Nas redes sociais, com direito a hashtag, inúmeros pedidos para a volta dela para a Seleção Brasileira. E eles são justíssimos.

Quem teve uma tarde para esquecer foi Rosamaria. Instável no passe, sem conseguir rodar no ataque, ela estava nitidamente incomodada com a própria atuação. Acabou vendo grande parte do jogo do banco de reservas.

Pelo lado do Flu, a oposto Ariane voltou a ter uma boa atuação, como já havia acontecido no Rio de Janeiro, substituindo Renatinha. Outra personagem do jogo foi Thaisinha. Após comemorar um ponto virada para as adversárias, ela levou amarelo da arbitragem e virou alvo da torcida do Minas. Cada erro de passe ou ataque errado era comemorado com um gol pelos torcedores.  Mas, justiça seja feita, ela cresceu no duelo depois das provocações.

O trabalho feito por Hylmer Dias no Tricolor merece elogios. E a informação do clube da manutenção do projeto para 2018/2019, com manutenção de patrocinadores, como divulgou a RedeTV! durante a transmissão, acaba sendo fruto disso.

SEMIFINAL

Na segunda-feira a CBV deve anunciar as datas, locais e horários dos confrontos das semifinais. Na série em melhor de cinco, o Sesc terá a vantagem de fazer, se necessário, três jogos no Rio, além de escolher a ordem dos confrontos contra o Camponesa/Minas.



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