Campeão inédito ou repetição pela 13ª vez na Superliga Feminina?



O vôlei brasileiro começará responder sua “pergunta do milhão ” na manhã deste domingo. Na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, a partir das 10h, Dentil/Praia Clube e Sesc iniciarão a disputa do título da Superliga Feminina.

O time mineiro busca o título inédito. Para realizar o sonho, investiu pesado na temporada, principalmente para repatriar a campeã olímpica Fernanda Garay. E o retorno até agora foi obtido: melhor campanha na fase de classificação. A ponta trouxe um equilíbrio maior à linha de passe, assumiu o protagonismo no ataque quando necessário e passou a dividir com Fabiana e Walewska a liderança em quadra.

O técnico Paulo Coco, outro reforço contratado nesta temporada, sabe que o trio citado acima pesa e desequilibra, mas precisa do apoio de coadjuvantes diante de um rival tão acostumado com decisões. E destaco um nome específico neste tópico: a oposto americana Fawcett. Na semifinal contra o Vôlei Nestlé, ela ficou devendo em grande parte da série. Quando apareceu bem, no quinto jogo, foi decisiva.

Mineiras e cariocas disputam título da Superliga feminina (Divulgação)

Já o time carioca sonha com o 13º título da Superliga do projeto. E talvez o mais difícil de todos nesta trajetória tão vitoriosa. Bernardinho penou com lesões durante a temporada: Gabizinha, Gabi, Monique, Juciely… E precisou usar quase todo o elenco durante a campanha, mantendo-se na briga pela liderança na temporada regular e mostrando o crescimento durante os playoffs. E tudo isso em uma temporada com uma divisão de forças bem mais parelha entre quatro equipes (Praia, Sesc, Camponesa/Minas e Vôlei Nestlé).

Em temporadas recentes, o técnico tirou coelhos da cartola em decisões em jogo único. A última foi Drussyla, na final passada. Vejo o atual Sesc mais “cascudo”, com a levantadora Roberta mais testada e com moral pelo histórico extremamente positivo em decisões.

Desta vez, o título será decidido em dois jogos: um no Rio e outro em Uberlândia. Um avanço em relação ao duelo único dos últimos anos. Mas ainda não como eu gostaria, já que uma vitória de cada finalista forçará a disputa de um set decisivo ao término do segundo confronto. Será um sexto set caso o tie-break seja necessário para o duelo da próxima semana. Eu ainda acho que uma série em melhor de três ou até cinco, por mais que a TV prefira um regulamento mais enxuto, seria ideal para fãs, para patrocinadores e para as próprias televisões.

VEJA TAMBÉM

+ Sada/Cruzeiro segue vivo na luta pelo título da Superliga masculina



MaisRecentes

Vaivém: Sada/Cruzeiro emite nota oficial sobre situação de Simon



Continue Lendo

Lucas Lóh reforçará Seleção Brasileira na Austrália



Continue Lendo

Vaivém: Walewska confirmada pelo Osasco/Audax



Continue Lendo