Campanha do Banana Boat/Praia Clube merece aplausos



A Superliga feminina se encaminha para a última rodada do turno com uma certeza: a campanha do Banana Boat/Praia Clube é uma surpresa agradabilíssima.

Quando o time de Uberlândia liderou a competição por várias rodadas, ouvi comentários de que a posição era enganosa e o que logo as mineiras “cairiam na real”.

Mas a real para o time de Spencer Lee é realmente incomodar os grandes. Com 19 pontos, após um 3 a 0 no Vôlei Amil, em Campinas, o Banana Boat/Praia Clube está na vice-liderança, um pontinho atrás da Unilever.  Hoje, caso o Sollys/Nestlé, que soma 17 pontos, faça sua parte e vença a Usiminas/Minas sem ir para o tie-break, as mineiras caírão para terceiro. Normal. Só que a última rodada do turno prevê o confronto entre Unilever x Sollys, enquanto o Praia vai receber em Uberlândia o Rio do Sul. Em condições normais de temperatura e pressão, as mineiras somarão três pontos, enquanto o clássico é imprevisível. Se ele for para o quinto set, a classificação final da primeira metade da Superliga terá a equipe do Triângulo dividindo a ponta com um dos gigantes, com 22 pontos.  E isso é muita coisa quando se compara orçamentos e tradição.

Curioso ver também os números da vitória do Banana Boat/Praia Clube sobre o Vôlei Amil. Herrera e Vasileva, sempre candidatas a destaque e maior pontuadora, somaram quatro e dois pontos, respectivamente, sendo que a cubana atuou apenas no primeiro set.

O fato mostra que o time mineiro não depende exclusivamente de sua estrela internacional. Nesta sexta, Monique assumiu a responsabilidade e anotou 21 pontos (16 no ataque, quatro no bloqueio e um no saque).  A americana Dani Scott foi titular no meio de rede, ao lado de Angélica. E a dupla somou mais 21 acertos. Pelo time de José Roberto Guimarães, agora em quarto lugar, a única que se salvou foi Walewska, com 18 pontos.

Comendo pelas beiradas, o time mineiro vai dando um charme especial para a Superliga feminina.



  • Speed Volleyball

    Que bom ver que a Superliga está equilibrada… Ver uma equipe como o Banana Boat/Praia Clube incomodando Sollys e Unilever na classificação pra muitos é surpresa, mas pra um time que chegou a liderar a competição a campanha é de encher os olhos. Pra mim o time é forte candidato a chegar entre os 4 semi-finalistas, e olhe lá se chegar à decisão desta Superliga!

  • Logan

    Digo que a campanha do Praia Clube é perfeita se levado em consideração o elenco. O Spencer Lee é o técnico do momento e com méritos. Torço muito para que esse time confirme o lugar na semifinal e que tenha investimento maior na próxima temporada, inclusive com mais patrocinadores.

    Não se surpreenda se Spencer Lee se tornar o nome para o ciclo olímpico pós 2016, ou até antes, uma vez que Zé Roberto mostra sinais de cançaso e instabilidade.

  • Luiz

    Está melhor do que o SESI. Fiquei sabendo que os dirigentes do Sesi querem Mari e Paula para a próxima temporada. Só acho estranho estar rolando esta fofoca nos bastidores, se a temporada nem acabou. Não se pode jogar a toalha NUNCA.

    • Ismael

      Não pode ? vc viu o jogo de ontem com o Unilever ?
      Foi a tão piada quanto Amil vs Praia… Se eu fosse diretor ou gerente do Sesi mandaria o Dalmo embora por não conseguir nem montar um esquema tático para o time…
      Mandaria meio time embora ( Jéssica mão de pantufa seria a primeira ).

      Parabéns ao Spencer que é muito competente e as jogadoras que acreditam muito na proposta do treinador…

  • ana maria

    Fico feliz em ver isso. É preciso que outras equipes, outros atletas, além daqueles sabidamente bons e donos de medalhas olímpicas, sejam vistos e reconhecidos. É que as seleções são restritas em número de vagas mas há gente muito boa por aí.

  • Afonso RJ

    Confesso que achava que o Praia era “fogo de palha” e que iria ter problemas quando enfrentasse times mais fortes. Eu não estava de todo errado, pois o Praia perdeu para o Sollys e para a Unilever. Mas fez seu “dever de casa”, vencendo o Sesi e o Amil. Para mim, a vitória sobre o Sesi não foi grandes surpresas, mais sinceramente esperava mais do time do Zé Roberto. Infelizmente transmitiram poucos jogos to time de Campinas e fica difícil avaliar como a coisa realmente está. Gostaria de ver mais a Vasileva em ação. As primeiras impressões foram excelentes.

    Aqui temos a prova que um grande time não se faz apenas com “grandes nomes”. O Praia não tem nenhuma jogadora da seleção (a não ser a Dani Scott, reserva da seleção americana) e está na frente de um SESI, que tem Tandara, Dani Lins, Sassá e Fabizona, além da Elisângela (Prata em Atenas, se não me engano). E ainda pode terminar o turno na frente de um Sollys ou Unilever, conforme frisou nosso blogueiro.

    Queria lembrar ainda, que as gêmeas Michelle (ponteira) e Monique (oposta) não é de hoje que vem fazendo boas superligas.

    • Lara

      Só uma correção: A Elisângela foi bronze em Sydney 2000. Em Atenas a seleção feminina ficou em 4º. A final foi entre China e Rússia. Seu comentário foi excelente! O Praia está sensacional!

      • Afonso RJ

        É. Valeu a correção. Eu sabia que a Elisângela tinha uma medalha olímpica que não era ouro, mas na hora de escrever confundi as medalhas e os anos das olimpíadas 🙂

  • Luciano

    Vale sim ressaltar a campanha do Praia Clube, pois se perder o medo de jogar contra os grandes tem muito a incomodar mesmo.
    Agora vou comentar sobre o SESI feminino. Como pode um time ter 2 levantadoras campeãs olímpicas, uma ponta campeã olímpica, uma Central bi-campeã olímpica, uma oposta medalha de bronze olímpica não se firmar como time, e sim um bando de mulheres jogando sem comando nenhum. Talmo assim como o Jarbas do Minas tem e teve sempre elenco e não faz a diferença. Coitada da líbero do SESI, fiquei até sem graça por ela, desagradável mesmo.
    De novo final entre Unilever e Sollys, que pena…

  • Adriano

    É uma pena que tenha dado problema no último set, na transmissão desse jogo entre Praia e Amil, no site da CBV. Mas pelo que deu pra acompanhar, foi, mesmo, uma grata surpresa. O Praia sacava muito bem, mantinha um bom nível de passe, e com as gêmeas muito inspiradas, mesmo após o time perder a Herrera, que saiu lesionada no final do primeiro set.

    Foi muito curioso que o set estava 24 x 22 para o Praia quando a Herrera se machucou. O Spencer não tinha mais ponteiras pra substitui-la, porque já tinha usado a Dayse na inversão. Acabou tendo que improvisar, botar a Mayhara no lugar dela e usar a Danielle Scott na ponta, sendo que as gêmeas estavam no fundo. Mesmo se atrapalhando no começo, o Praia contou com uns vacilos do Amil, que errou saque, tudo mais, e conseguiu, na afobação, fechar em 30 x 28.

    A partir do segundo set, pensei que o Amil fosse deitar e rolar pra cima do Praia, já que a Herrera estava fora. Mas, que nada: o próprio Amil tava com muito mais dificuldade de botar a bola no chão. A Vasileva, principalmente, decepcionou muito, não conseguindo vencer o bloqueio e a defesa adversários. A Daroit também não estava bem, só a Walewska virava com tranqüilidade e a Daymi, de vez em quando.

    Acho que o Praia tem que ser enaltecido, sim, fez um belo jogo, mas fiquei muito desapontado com o Amil que, na minha opinião, vinha sendo o time mais regular do campeonato. O Sollys, levando em consideração todos os defalques, não tem feito nada demais, tá jogando o mínimo pra ganhar seus jogos, apenas. A Unilever ainda está se encontrando, sofre muito com a instabilidade das ponteiras. O Sesi está uma coisa de doer. E o Praia está surpreendendo. De fato, o único jogo ruim delas foi contra o Sollys. Ainda vejo o Amil com bons olhos, mas nesse jogo com o Praia, eles mostraram uma vulnerabilidade que eu ainda não tinha visto nessa temporada.

  • Speed Volleyball

    Unilever x Sollys? Minha aposta mudou; pra mim, o Praia Clube, com o elenco que tem, pode sim desbancar uma dessas duas equipes. Unilever e Sollys têm que abrir o olho com o Praia na cola deles, isso sim!

    • lucas kazan

      rio 3 x 2 praia osasco 3 x 0 praia.

      • Gabriel M.

        Praia perdeu pro Rio por besteira, o Rio fez 1×0 e depois o praia virou pra 1×2. No final do quarto set, o Praia tava ganhando, chegou a fazer 22×22 e tomou a virada (não lembro se foi exatamente assim, mas a vitória esteve próxima). Contra o Osasco, o time tava num dia ruim, nada tava dando certo, exceto o primeiro set que elas começaram bem e estavam na frente, mas depois o time caiu de rendimento. Isso só prova que o Praia tem condições de brigar pelas 4 primeiras colocações sim, porque um time que quase ganha do Unilever em pleno Rio de Janeiro e ganha do Amil em Campinas (isso sem falar do Sesi), não pode ser chamado de “cavalo paraguaio” ou dizer que é só um “fogo de palha”. Elas estão mostrando que são capazes, e, se não for esse ano, ano que vem tem muitas chances de conseguirem fazer uma final. Mas claro que se o time tem que ser mantido e reforçado (mas acho que isso não é um problema porque como agora a equipe tá tendo muita visibilidade, outras empresas vão querer patrocinar).

  • Felipe (BA)

    Com certeza merece nossos aplausos, sem duvidas o Praia é o time melhor organizado taticamente, e isso faz muita diferença, o que tá fazendo uma diferença negativa, pelo menos contar Sollys e Unilever é um certo excesso de respeito com os times grandes.
    O time é muito eficiente em todos os setores, tem um volume de jogo muito bom,Juliana Carrijo sabe comandar muito bem a distribuição do time ainda abusa da velocidade e das jogadas cruzadas fintando bastante o bloqueio adversários, por isso todas as jogadoras pontuam bem no ataque e o time ainda conta com uma atacante matadora, Herrera. Realmente é um time que é exemplo de que a individualidade das jogadoras não é primordial.

    Já o SESI precisa de passe, Verê está fazendo falta, pois, junto com Sassá, dava muita consistência ao passe, e consequentemente pro ataque, pois elas deixavam Tandara com uma área pequena e ficava mais livre pro ataque, e Dani chamava mais as centrais pro jogo e Elisangela e Tandara ficavam em bloqueios quebrados. Hoje o que acontece é que Juliana defende bem mais o passe tem muito a evoluir, Tandara é oposta de origem, tem momentos bons no passe, Sassá não rendia no ataque, fundamento que não é sua obrigação, e foi parar no banco por conta disto e Jessica que também é oposta de origem acabou entrando no lugar de Sassá, outra que faz falta é Suelle, Ótima no fundo de quadra e eficiente no ataque, mas está lesionada . Ao contrário de Spencer Lee, Talmo deveria Organizar melhor seu time, primeiramente pela formação inicial e trocá-las com coerencia de acordo com a obrigação tática de cada uma.

  • Bruno Moraes

    Aqui em Uberlândia as meninas do Vôlei são sem dúvida nenhuma um orgulho e hoje são ao lado do time de basquete masculino as grandes esperanças de vermos um campeão nacional no ano que vem, sei que é muito difícil, principalmente se tratando do vôlei que é praticamente monopolizado pelo Osasco e pelo Rio de Janeiro, mas nós torcida estamos fazendo nossa parte enchendo o ginásio e apoiando as meninas, a Herrera joga muito, as irmãs Pavão estão em grande fase, assim como quase todo time, e a última a entrar na equipe, a norte-americana Scott, deu a experiência que estava faltando ao grupo, Parabéns Meninas! estamos juntos com vocês.

    Só quero fazer uma observação em relação à uma atleta, que confesso fiquei bastante decepcionado, a Elisângela do SESI no jogo aqui em Uberlândia se comportou muito mal, e se tratando de uma ex-jogadora de seleção e experiente, esperava uma outra atitude, não sei se o jogo foi televisionado, acredito que não, mas mesmo se fosse provavelmente não mostraria algumas atitudes da atleta, que durante o jogo protestou inúmeras vezes contra arbitragem, atitude que pela cara de seu treinador não era aprovada, além disso depois de ser substituída criticou abertamente suas companheiras na beira da quadra pra quem quisesse ouvir, só não falando mas também gesticulando bastante, respondeu à provocações da torcida de forma irônica e concerteza contribuiu muito para o resultado negativo de sua equipe, não sei o porquê de tamanho desequilibrou emocional desta jogadora, talvez pela raiva que ela tenha adquirido de jogadoras cubanas devido aos históricos confrontos pela seleção, lembrando que ouve uma ocasião que essa mesma jogadora se desentendeu com a Herrera e Ramírez quando estas atuavam pelo Minas, talvez o desequilíbrio emocional seja somente por estar perdendo para um equipe que até então muitos consideravam inferior à do SESI, só sei que fiquei bastante decepcionado com as atitudes de uma jogadora desse porte, achava sinceramente que ela fosse bem mais profissional como por exemplo sua companheira de equipe Fabiana. Uma pena.

  • cleverton

    Sei que é cedo mas as quartas e semifinais dessa superliga vai ser a mais equilibrada. Podemos ter SollysxAMil e UnileverxPraia.

  • bsb

    Muito impressionante a campanha do Praia, vencer por 3×0 o Campinas fora de casa é de se apludir ainda mais sem a sua principal jogadora Herrera, durante os dois ultimos sets. Agora vai poder se aproximar ainda mais dos lideres já que na ultima rodada teremos o esperadissimo confronto Rio x Osasco. Este time do Praia pode fazer ainda melhor no segundo turno, já que receberá em Uberlandia: Rio, Osasco e Campinas, seus principais adversários, muito coisa boa teremos ainda nessa SLF.

  • Fer

    É muito agradável ver uma equipa como Praia Clube que faz mais forte ao volei de Brasil. É possível que ainda possa dar mais, Praia esteve bem perto de ganhar a Unilever e no partido com Sollys não esteve em seu verdadeiro nível. Praia Clube faz mais competitiva a superliga e também pode contribuir jogadoras para considerar numa posível selecção (é importante a renovação), Monique Pavao – que é uma jogadora tecnicamente excelente em todos os fundamentos-, Juliana Carrijo -para o futuro-, e outras que terá que observar até o fim do campeonato.

  • MARI, A GERMÂNICA!!!

    Parabéns ao excelente trabalho das irmãs MICHELE e MONIQUE PAVÃO, às levantadoras JULIANA CARRIJO e CAMILA ADÃO que se revezam sempre dando muita velocidade e criatividade à distribuiçao de bolas, à excelente DANIELE SCOTT-ARRUDA por toda sua técnica e versatilidade, à ANGÉLICA por virar tudo no meio-de-rede, à veterana ARLENE que parece uma menina mostrando muita disposição no fundo de quadra, à DAYSE que sempre entra nas inversões contribuindo muito, à cubana HERRERA com sua mão pesadíssima, ao SPENCER LEE que tem o time muito bem treinado e a todas as outras jogadoras que compõem essa excelente equipe do PRAIA CLUBE.
    E parabéns à MARI que teve coragem de falar muitas verdades que estavam engasgadas, e que agora vai defender a seleção ALEMÃ. Espero que ela ressurja das cinzas e tenha muito sucesso na seleção alemã.

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