Camisa “aposentada” mostra o tamanho de Leal



A.L e D.L. O projeto do Sada/Cruzeiro será dividido assim em algum livro de história no futuro: antes de Leal e depois de Leal.

O ponta despediu-se neste domingo após seis temporadas em Belo Horizonte. Defenderá agora o Civitanova, da Itália. Até ele chegar eram seis títulos. Com ele foram mais 25 na galeria do clube: três troféus do Mundial, quatro do Sul-Americano, três de Copa Brasil e de Supercopa, um do Torneio de Irvine (EUA), seis do Mineiro e cinco títulos de Superliga.

Impossível não associar a importância do cubano naturalizado brasileiro neste processo vitorioso do time. Até por isso achei justíssima a homenagem feita pelo clube a Leal após a vitória sobre o Sesi. A camisa nove não será usada por nenhum outro jogador. Está momentaneamente aposentada, até que ele retorne e a vista novamente.

– Estou muito agradecido por ter feito parte do Sada/Cruzeiro durante seis anos. A trajetória aqui foi muito produtiva. Fico muito satisfeito por jogar sempre na frente desses torcedores que estiveram junto comigo o tempo todo. Hoje foi meu último jogo frente a torcida e junto com meus companheiros. Daqui a pouco vai dar um pouco de tristeza, mas uma coisa é certa: vou ter todos para sempre no meu coração – disse um emocionado Leal.

Leal e o troféu na despedida do Brasil (Wander Roberto/Divulgação)

Ele chegou ao Brasil em 2012. Foram dois anos sem jogar para cumprir a quarentena obrigatória por ter deixado Cuba. Já era um talento do vôlei, com um vice-campeonato mundial com a seleção caribenha em 2010. Mas no Sada/Cruzeiro se firmou entre os tops do planeta.

– O Leal está com a gente há quase sete anos, chegou aqui novo e cresceu demais. Vai deixar um vazio e já estamos sentindo saudade, mas espero que um dia ele volte, nem que seja para encerrar a carreira. Ele sabe que a portas estão abertas. Foi um ano maravilhoso, uma temporada maravilhosa para coroar a despedida do Leal. Ele cresceu com o time, o time cresceu junto com ele e hoje é muito difícil diferenciar o Sada do Leal. A marca das cinco estrelas do Sada Cruzeiro está tatuada no peito dele – comentou o presidente da equipe, Vittorio Medioli.

Agora naturalizado brasileiro, terá uma experiência importante na Liga Italiana, podendo agregar ao seu jogo mais nuances táticos, conhecer melhor outros craques do planeta e assim evoluir como atleta. E, em 2019, liberado para defender a Seleção, poderá passar a ser referência para uma nação, não apenas para um clube.

– Não tenho palavras pra descrever o dia de hoje e essa despedida que o time e a torcida fizeram pra mim. Saio muito feliz e, quem sabe, um dia eu possa voltar para encerrar minha carreira aqui.

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