Camarões perdeu para a Rússia por 3 a 0. Mas e daí?



Sabe quando o melhor da rodada está naquele jogo com resultado óbvio? Foi o que aconteceu nesta tarde, na vitória da Rússia sobre Camarões por 3 a 0. Seu eu parasse aqui o relato seria apenas mais um triunfo do favoritaço contra o saco de pancadas. Aquela obrigação do mesmo forte sempre vencer impiedosamente o mais fraco.

Mas esse 3 a 0 foi muito diferente do óbvio em vários aspectos. Primeiramente pelo fato de Camarões ter equilibrado as parciais: 25-19, 25-22 e 25-23. Todos os sets foram parelhos até o 20º ponto. Mas na hora H das parciais as camaronesas pareciam não acreditar ser possível vencer as gigantes russas. E arrisco dizer que ganhar ao menos um set era bem possível.

Festa camaronesa após mais um bloqueio (FIVB Divulgação)

Festa camaronesa após mais um bloqueio (FIVB Divulgação)

O outro motivo foi a alegria das africanas, em quadra, durante o jogo. O público, já acostumado a sempre dar apoio para o time mais franco nas partidas sem o Brasil, foi ao delírio. E o ápice da comunhão entre Camarões e torcida aconteceu em nove ocasiões. A cada bloqueio, e foram nove, o time se reunia no meio da quadra, formava uma roda e fazia o gesto do raio, imortalizado pelo jamaicano Usain Bolt a cada vitória nas pistas.

Segundo as jogadoras, a comemoração repete o que a seleção masculina de Camarões faz após bloquear os adversários. Não importa! Essa marca registrada do time feminino de Camarões ficará eternamente na memória.



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