Caiu a invencibilidade brasileira



Não deu. A estreia do Brasil na fase final do Grand Prix ficou bem abaixo do esperado, nesta madrugada, em Tóquio. E a Turquia se aproveitou para vencer por 3 sets a 2, parciais de 25-18, 25-23, 21-25, 19-25 e 15-12.

As parciais mostram como o time titular brasileiro entrou devagar no jogo. Errando no passe, sem conseguir bloquear, falho na distribuição e sem eficiência na finalização das jogadas.  O Brasil dos primeiros sets nem de longe parecia o Brasil que possuía nove vitórias em nove jogos até aqui. As turcas, por sua vez, aproveitaram a instabilidade do rival para abrir. Sonsirma e Ozsoy, principalmente, eram muito acionadas por Naz e correspondiam no ataque. O saque, que funcionava muito bem, também fazia estragos. E rapidamente o placar já estava 2 a 0.

Tandara entrou bem no jogo (FIVB/Divulgação)

Tandara entrou bem no jogo (FIVB/Divulgação)

O terceiro set começou de forma arrasadora. E a Turquia parecia caminhar para um 3 a 0 incontestável. José Roberto Guimarães, então, resolveu colocar meio banco de reservas em quadra. Tandara, Carol, Gabi deram outro espírito para um abatido Brasil e iniciaram a reação. A oposto foi a principal responsável por colocar as bolas no chão e conseguir levar a decisão para o tie-break.

Mas a virada não se confirmou. Dá para tirar lições deste jogo? Algumas.

– É possível quase um time inteiro não “entrar no jogo”. Infelizmente para o Brasil, ficou provado que sim. E aí entra em cena o banco de reservas, que precisa estar pronto. E o do Brasil ainda não tinha sido testado neste Grand Prix.

– Para a definição do Mundial, ficou claro que Carol está à frente de Adenízia neste momento. A jogadora do Rexona entrou no lugar de Thaisa e melhorou o bloqueio brasileiro (fez cinco pontos), que vinha mal na partida. Já a jogadora do Molico/Nestlé, que também estava no banco, acabou nem entrando na partida. Tandara também ganhou pontos e deve ser mesmo a reserva de Sheilla. Ela teve 51% de aproveitamento no ataque e marcou 20 pontos. Vale citar ainda que Zé optou por deixar Natália fora das 12, levando Monique para o jogo.

– O Brasil, sem passe na mão, se transforma em um time comum. Não estou falando aqui nenhuma novidade, apenas mais uma constatação. Fica sem a segurança da bola de meio (Thaisa fez cinco pontos e passou em branco no bloqueio. Fabiana, em quadra o jogo todo, fez oito, um no block), acaba dependente de Sheilla (ainda longe da forma ideal) e sobrecarrega as pontas. Nesta madrugada, Garay foi mal, com apenas quatro pontos. Jaqueline, com dez a mais, ainda se salvou.

Para finalizar, que partida fez a Turquia no saque. Foram 12 pontos e muitas outras bolas que destruíram a linha de passe brasileira. Na pontuação, Sonsirma (23) e Ozsoy (21) lideraram o time de Massimo Barbolini. Percebe-se que essa é a estratégia que mais incomoda a atual Seleção Brasileira, que, no fim das contas, ainda levou um pontinho que pode fazer diferença no hexagonal.



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