Buijs conhece companheiras e projeta ano pelo Rexona



Sem a presença do Brasil, parte do público brasileiro vai ter um motivo especial para torcer pela Holanda na semifinal olímpica do torneio feminino. Estará em quadra, no Maracanãzinho, contra a China, justamente a algoz brasileira, a ponta Anne Buijs, reforço do Rexona para a temporada 2016/2017.

Durante a primeira fase, a jogadora admitiu ter recebido carinho especial do público brasileiro.

– Jogar nesta incrível arena, com muitos brasileiros torcendo por nós, é muito legal. Eles passam muita energia. Estou realmente muito agradecida pelo apoio recebido até aqui – disse Buijs ao LANCE!.

A Olimpíada também serviu para a holandesa ter o primeiro contato com algumas das futuras companheiras. Para isso, ela teve a ajuda da oposto Sheilla, com quem jogou no Vakifbank, da Turquia, na temporada passada.

Buijs durante as quartas de final (FIVB Divulgação)

Buijs durante as quartas de final (FIVB Divulgação)

– Falei com a Gabi, a Jucy. Mas ainda não falei com o nosso técnico (Bernardinho). O Zé Roberto (Guimarães) também foi muito gentil comigo, eu joguei com a Sheilla no ano passado e ela me apresentou para ele. Estou muito empolgada para poder jogar aqui.

A primeira impressão da nova companheira foi positiva, revelou Gabi:

– A Sheilla já havia nos dito que ela era boa pessoa. Nos conhecemos e foi isso mesmo. Ela está empolgada em jogar no Brasil e será um grande reforço para o nosso time.

Buijs ainda não sabe quando irá se apresentar ao time carioca. O certo é que ela terá um período de descanso, quando também resolverá pendências burocráticas para a mudança para o Brasil.

– Ela ficou muito tempo com a seleção holandesa, então não temos data ainda. Imagino que ela estará conosco entre duas a três semanas depois da Olimpíada. Como temos o Mundial em outubro, o ideal seria ela se apresentar duas semanas depois dos Jogos, para termos um mês para treinar – disse Harry Bollmann, supervisor do Rexona.

A holandesa admite não ter muito conhecimento do vôlei brasileiro, mas diz que poder conhecer uma escola bicampeã olímpica no feminino é um sonho.

– Não sei exatamente o que esperar da Superliga, já que nunca estive aqui antes. Mas sei que o nível é muito alto. Teremos ainda pela frente uma competição muito importante, que é o Mundial de Clubes. Estou feliz por ter a chance de jogar no Brasil. Diria que é um sonho para mim poder morar neste país, conhecê-lo, ainda mais pelo Brasil ser uma das melhores escolas de vôlei do mundo. são duas medalhas olímpicas de ouro no feminino em sequência e isso não é pouco.

Holandesa no duelo com a China na primeira fase (FIVB Divulgação)

Holandesa no duelo com a China na primeira fase (FIVB Divulgação)

A simpática holandesa disse ainda que vai se esforçar agora para poder se comunicar melhor com os fãs e as futuras companheiras:

– Ainda não falo nada em português. Sei um pouco de italiano, mas quero estudar português, ter aulas. Estou empolgada com essa possibilidade.

Quem é ela

Nome: Anne Buijs

Data e local de nascimento: 2/12/1991, em Oostzann (HOL)

Altura e peso: 1,90m e 73kg

Clubes: Amstelveen-HOL (2007 a 2010), Kieldrecht-BEL (2010-2011), Schweriner-ALE (2011-2013), Busto Arsizio-ITA (2013-2014), Lokomotiv Baku-AZE (2014-2015), Vakifbank-TUR (2015-2016)

Seleção: Estreou em 2008, tendo atuado em dois mundiais e quatro edições do Grand Prix. Em 2016, conquistou a medalha de bronze. fratura por estresse na tíbia em 2012.

Buijs na Rio-2016

– Maior pontuadora no 3 a 0 contra a Itália, com 19 pontos

– 14 pontos na vitória por 3 a 2 sobre a China

– 11 pontos na derrota no tie-break para os Estados Unidos

– 9 pontos contra Porto Rico, mas com desempenho ruim no ataque: 4 pontos em 15 tentativas

– 8 pontos no clássico com a Sérvia vencido no tie-break

– 14 pontos nas quartas de final contra a Coreia



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