Briga de gigantes europeias pela vaga na Rio-2016



Contagem regressiva para o início do Classificatório Europeu para a Rio-2016, na segunda-feira. Uma competição que reunirá grandes seleções, algumas com potencial até para o pódio olímpico, disputando com Brasil e Estados Unidos, principalmente.

O blog inicia a análise pelo torneio feminino, que será disputado em Ankara, na Turquia. Para quem não está tão ligado no formato da competição, uma rápida explicação. Oito times divididos em dois grupos de quatro. Jogos dentro da chave na primeira fase, passando os dois primeiros. Na sequência, semifinal (primeiro de um grupo versus segundo do outro), decisão do ouro e do bronze. O campeão carimbará passaporte para o Rio de Janeiro. Segundo e terceiro colocados terão uma outra chance no Pré-Olímpico Mundial, no fim de maio, no Japão. A Sérvia não disputa a competição por já ter se garantido na Rio-2016 via Copa do Mundo.

Popovic celebra vitória sérvia (Hans Willink/Divulgação)

Sérvia, de Popovic, já tem vaga olímpica (Hans Willink/Divulgação)

Segunda minha bola de cristal, quatro seleções despontam como candidatas aos lugares na semifinal: no Grupo A, Turquia e Holanda. No B, Rússia e Itália. Neste cenário, sobrariam alemãs, croatas, belgas e polonesas.

As donas da casa, além de empurradas pela fanática torcida local, contam com um time bem equilibrado. Nos amistosos realizados no fim de 2015, a base utilizada foi: a levantadora Naz Aydemir, a oposto e capitã Neslihan Demir, as pontas Özsoy e Gözde, as centrais Dündar e Akman, além da líbero Dalbeler Seniye.

Já a Holanda evoluiu demais na última temporada com o técnico italiano Giovani Guidetti. Sloetjes (melhor atleta do ano no país), Plak, De Kruijf são bons valores. Se existe um candidato a zebra, na minha opinião, é o time holandês.

As potências Rússia e Itália são velhas conhecidas. As fortes, gigantes e com passe instável perderam um amistoso para o Volero Zurich, time suíço, por 4 a 1. No dia anterior, apesar do triunfo por 3 a 1, o técnico Iuri Marichev viu a estrela Kosheleva e a central Lyubushkina saírem lesionadas. Para tentar corrigir o eterno problema no passe, a veterana ponteira Sokolova está de volta. Mas será que ela vai conseguir corrigir a falha grave, liberando Goncharova e Kosheleva apenas para o ataque?

Kosheleva deu susto ao sentir joelho em amistoso (FIVB/Divulgação)

Kosheleva deu susto ao sentir joelho em amistoso (FIVB/Divulgação)

A Azzurra, por sua vez, pode ter uma importante baixa por um motivo estranho. A central Chirichella machucou o tornozelo durante a comemoração do Réveillon em um pub na Alemanha. Por precaução, Bonifacio foi chamada. Vale explicar que italianas e alemãs fizeram uma preparação conjunta no fim do ano. Tanto que parte da seleção da Alemanha estava presente no pub no momento da contusão de Chirichella, segundo conta a mídia local. A base que vinha atuando nos amistosos foi formado por Ferretti, Centoni, Del Core, Lucia Bosetti, Guiggi,  Chirichella e De Gennaro.

O que vocês imaginam deste duelo europeu por apenas uma vaga olímpica?

TABELA

GRUPO A

4/1
Holanda x Alemanha
Turquia x Croácia

5/1
Turquia x Alemanha

6/1
Alemanha x Croácia
Turquia x Holanda

7/1
Holanda x Croácia

GRUPO B

4/1
Polônia x Rússia

5/1
Itália x Rússia
Bélgica x Polônia

6/1
Bélgica x Itália

7/1
Rússia x Bélgica
Itália x Polônia

SEMIFINAIS

8/1
Primeiro B x segundo A
Primeiro A x segundo B

9/1
Disputa pelo terceiro lugar
Final

ÚLTIMOS AMISTOSOS

31/12
Turquia 3 x 2 Polônia (25-23, 25-27, 15-25, 25-20 e 15-7)
Itália 4 x 1 Alemanha (25-13, 27-25, 25-21, 25-27 e 29-27)

30/12
Polônia 3 x 1 Croácia (26-28, 26-24, 25-22 e 25-22)
Holanda 3 x 1 Bélgica  (15-25, 25-17, 25-22 e 25-23)

29/12
Turquia 3 x 1 Croácia (25-16, 19-25, 25-22 e 25-15)
Holanda 3 x 0 Bélgica 3-0 (25-13, 25-22 e 25-19)
Rússia 1 x 4 Volero Zurich (17-25, 24-26, 19-25, 21-25 e 15-12)

28/12
Rússia 3 x 1 Volero Zurich (29-27, 25-22, 16-25 e 25-23)



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