Brasileiros na Comissão de Atletas da FIVB



A Federação Internacional oficializará no Rio de Janeiro, em agosto, a formação de uma comissão de atletas.

A escalação inicial do “time” terá dez representantes, entre já aposentados e ainda em atividade. O Brasil terá dois membros: os campeões olímpicos e mundiais Giba e Emanuel. O ex-camisa 7 da Seleção, inclusive, deverá ser o presidente da comissão.

Brasileiro vai liderar Comissão da FIVB (Divulgação)

Brasileiro vai liderar Comissão da FIVB (Divulgação)

Como de praxe neste tipo de ação, a entidade deseja que a comissão dê voz aos principais “donos do espetáculo”, permitindo ações de melhorias ou correções de rumo. Há também a intenção de desenvolvimento de um programa de pós-carreira. Os encontros acontecerão na sede da entidade, em Lausanne (SUI).

O restante da equipe de trabalho, que ainda está em processo final de aprovação na entidade, terá outros nomes de pesos. Entre os representantes do vôlei estão a russa Gamova, o polonês Kurek, a italiana Lo Bianco e a coreana Kim. Já do vôlei de praia foram convidados a americana Walsh, atual tricampeã olímpica, a chinesa Xue Chen e o alemão Julius Brink, ouro em Londres-2012. Encerra o grupo o sérvio Vlad Grbic, ex-ponta com passagens pelo vôlei brasileiro na década de 90.

– Acho válido esse movimento que está acontecendo do Comitê Olímpico Internacional para que atletas tenham mais voz ativa em federações e confederações. Para mim é muito importante ter a voz dos atletas para trazer uma visão diferente, não deixando apenas nas mãos dos promotores, patrocinadores e gestores do esporte. Para mim será sensacional fazer parte e vou tentar fazer o máximo possível – disse Emanuel, ao blog.

Emanuel já lidera comissão parecida no Brasil (Divulgação)

Emanuel já lidera comissão parecida no Brasil (Divulgação)

O paranaense já carrega experiência no assunto, pois é um dos representantes do Comitê de Atletas e também do Comitê de Apoio ao Conselho Gestor da CBV. Emanuel levanta um ponto importante:

– Seguindo com o que está acontecendo com o nosso Comitê de Apoio, é um movimento natural  ter mais visões, não apenas os dirigentes. Acho que os atletas precisam estar preparados, para saber como contribuir. Esse movimento que vai exigir evolução dos atletas nesta área de gestão esportiva.

Repito aqui discurso de outra ocasião, se não me engano da época de implantação de processo semelhante pela CBV. Sou sempre favorável ao aumento do espaço de profissionais na discussão dos rumos do esporte. Eles têm muito a agregar, principalmente quando o outro lado, neste caso a FIVB, tiver disposição para ouvir e ajudar na implementação de melhorias.



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