Brasileiro assume a FIVB



Ary Graça é o novo presidente da FIVB, substituindo o chinês Jizhong Wei no próximo quadriênio.

Ele deixou para trás o americano Doug Beal e o australiano Chris Schacht na eleição realizada nesta sexta-feira, em Anaheim, nos Estados Unidos. Não passei todo o dia em frente ao computador, mas presenciei alguns momentos bem engraçados do pleito, narrando alguns deles aos seguidores do Twitter.

A pergunta de vocês deve ser a mesma: o que representa a entrada do brasileiro no cargo máximo do vôlei mundial?

Pela plataforma de campanha, ele levará várias iniciativas da CBV para a FIVB, como o elogiado sistema de gestão, a Universidade Corporativa, o VivaVôlei… Logicamente, adaptando os projetos nacionais para uma magnitude muito maior. É inegável que foram marcas registradas de sua passagem pela Confederação.

Ele já deixou claro, recentemente, também ser a favor da entrada da tecnologia para definir lances duvidosos dos jogos. É quase uma unanimidade entre atletas e técnicos que as principais competições usem sistemas parecidos com o do tênis, por exemplo. Acho que todos os candidatos ao cargo fariam o mesmo.

Nos bastidores, já ouvi dizer que a presença de Ary, que coincide com o fim de um antigo contrato de TV com uma poderosa emissora do Japão, vai fazer com que importantes competições que acontecem com frequência no país asiático possam ser disputadas em outras localidade. Jogar Copa do Mundo e Copa dos Campeões, sempre em novembro, costuma ser uma reclamação constante por aqui.

Também acredito que a eleição do brasileiro fará com que muitos atletas do passado assumam cargos diretivos. Acho um ponto positivo.

Por fim, espero que, independentemente de ser brasileiro, Ary Graça tenha um mandato que modernize o esporte, faça mudanças necessárias na parte técnica, sem se preocupar com o lado político, e seja um exemplo de gestão.



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