Brasil x Rússia: mais um dia inesquecível



Como este blog terá de ser atualizado cedo no domingo, antecipo para vocês a coluna Saque do LANCE! sobre Brasil e Rússia. Quem se lembrar o que fazia em dois dias marcantes citados abaixo, conte para todos saberem.

Você, leitor que gosta de esporte e está pelo menos na casa dos 30 anos, vai se lembrar com detalhes do que fazia no dia 1/5/1994, quando Ayrton Senna morreu ao bater na curva Tamburello, no GP de Ímola de F-1. Eu, por exemplo, ainda adolescente, estava em casa, na pequena Descalvado, interior de São Paulo, vendo a corrida pela TV ao lado de Luiz Gonzaga, meu pai.

Você, leitor apaixonado por vôlei e um pouco mais novo, deve ter os mesmos detalhes dos marcantes dias 26/8/2004 e 16/11/2006.

Seis anos atrás, já em Belo Horizonte, no início de minha vida de casado, vi pela TV a derrota brasileira para a Rússia, no tie-break, na semifinal da Olimpíada de Atenas. Estava com o lap top no colo, na sala, com o texto pronto, já no fim do quarto set, para publicar no recém-lançado site Planeta Vôlei, de quem era colaborador à época. Quando a Seleção fez 24 a 19, tendo 2 a 1 em sets, deixei o título pronto “Brasil na final”, o texto escrito, apenas com o resultado da última parcial em aberto. Como vocês se recordam,
as russas viraram e venceram no quinto set por 16 a 14. Os 37 pontos de Mari não foram suficientes e uma explicação até hoje é buscada para explicar o inexplicável.

Já em 2006, ainda em BH, terminei de ver o jogo no hospital. Calma, calma. O motivo era nobre. No dia da derrota brasileira para as russas, na final do Mundial do Japão, precisei sair de casa com a partida em andamento para levar Patrícia, minha esposa, para a maternidade. Thiago, nosso primeiro filho, estava para nascer. No trajeto residência-hospital, não vi o quarto set, que marcou o empate das europeias. Já ansioso, na recepção, tentava imaginar o que acontecia em Osaka ao fazer os trâmites de documentação para acesso ao leito. Perdi também quase todo o tie-break e só tive a chance de acompanhar os três pontos finais já no quarto da maternidade, minutos antes de viver um dos momentos mais marcantes da minha vida na sala de parto.

Hoje, na sala do meu apartamento no Rio, vou acompanhar pela TV mais um Brasil x Rússia. O lap top estará no colo, provavelmente com Thiago bagunçando com Luca, o irmão mais novo, ao lado, e Paty tentando acalmá-los. E espero que seja esta a lembrança de mais um dia inesquecível,  mas com final totalmente feliz.



MaisRecentes

Natália e finalistas da Superliga convocadas para treinos da Seleção



Continue Lendo

Semifinalistas da Superliga e mais alguns são convocados por Renan



Continue Lendo

Vaivém: EMS/Taubaté fala em mais dinheiro e projeto internacional até 2020



Continue Lendo