Brasil vence bem no Rio. Mas pouca gente viu



Um Maracanãzinho quase vazio recebeu a abertura da  Copa Rio Internacional, nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro.

Admito um sentimento meio estranho ao ver o ginásio da próxima Olimpíada com um público tão pequeno (até a publicação deste post a CBV não havia anunciado um número oficial. No “olhômetro” eu não aposto em 600 pessoas). Tentei puxar na memória  uma outra partida oficial da Seleção Brasileira, tanto feminina quanto masculina, com tantos espaços vazios em qualquer ginásio do país. E não encontrei.

Único lugar do ginásio com público. O restante completamente vazio (Daniel Bortoletto)

Único lugar do ginásio com público. O restante completamente vazio (Daniel Bortoletto)

O preço dos ingressos (R$ 80 pista e R$ 60 arquibancada) foi o principal motivo apontado pelos torcedores (ausentes e presentes) para este atípico fenômeno. Para quem não tem direito ao desconto de 50% da meia entrada é realmente bem salgadinho. E não vejo outro fator para isso, já que eram cinco pontos físicos de venda antecipada no Rio, além da comercialização online.

Público, ou melhor, falta de público à parte, a primeira rodada do quadrangular teve vitórias da Bulgária sobre a Holanda por 3 a 2 e do Brasil sobre a Alemanha por 3 a 0.

Repleto de desfalques (Fabiana, Fernanda Garay, Juciely, Joycinha, Adenízia e Suelle viram o jogo das cadeiras do Maracanãzinho), o Brasil esteve em parte do jogo com as alemãs no clima do ginásio: morno. José Roberto Guimarães iniciou o jogo com Dani Lins, Monique, Gabi, Natalia, Carol, Bárbara e Camila Brait. No banco de reservas, nenhuma central, uma líbero (Léia), duas levantadoras (Macris e Roberta), uma ponta (Mari Paraíba) e duas opostos (Sheilla, nitidamente incomodada com o ombro esquerdo e Rosamaria, chamada às pressas e que também será utilizada como ponta). Assim, não era de se esperar muitas mudanças durante o jogo e foi o que aconteceu. No primeiro set, a Seleção só abriu vantagem após uma boa sequências de saques de Dani Lins a partir do 19 a 18, levando a vantagem para 22 a 18. A parcial foi fechada em 25 a 20 após um erro de ataque da Alemanha. A única a entrar foi Sheilla, já na reta final, para aumentar a rede, substituindo Monique.

O saque voltou a funcionar no segundo set. Numa passagem de Natália, o time brasileiro abriu 10 a 6. A construção desta cômoda vantagem não foi suficiente para que o restante da parcial fosse conduzida com tranquilidade, tanto que o empate aconteceu no 12º ponto. E Zé Roberto pediu o primeiro tempo no jogo. Mas nada que fizesse soar o alerta vermelho. Contando com erros de ataque das rivais, o Brasil voltou a abrir após o segundo tempo técnico até fechar em 25 a 18, após ataque de Bárbara.

Gostei da atuação brasileira no terceiro set. Jogadoras atentas na cobertura, bloqueio tocando muito nos ataques alemães, Camila Brait fazendo várias defesas difíceis e nenhum sinal de acomodação pela vantagem no placar. Seriedade e nível de concentração que merecem elogios. E o até então calado Maracanãzinho teve algumas pequenas explosões de merecidos aplausos para o time, que fechou a partida em 3 a 0, com 25 a 15. Rosamaria, Macris, Mari Paraíba e Roberta ainda entraram para jogar um pouquinho.

Neste sábado, às 15h45, o Brasil voltará a jogar, desta vez diante da Bulgária, com transmissão pelo SporTV. Às 18h estarão em quadra Alemanha e Holanda. Será que o público vai aparecer desta vez?

 

 

 

 

 



MaisRecentes

Brasil impõe primeira derrota à Turquia na Liga das Nações



Continue Lendo

Entrevista com Kerri Walsh, três vezes campeã olímpica



Continue Lendo

Vaivém: Oposto troca Sada/Cruzeiro por Ribeirão



Continue Lendo