Brasil se recupera, vence o Canadá e ainda pode ser 1º do grupo



A Seleção Brasileira disputará a última rodada da primeira fase, nesta terça-feira, ainda com chances de ser a primeira colocada do Grupo B no Campeonato Mundial masculino.

A sobrevida foi ganha após a vitória sobre o Canadá, nesta segunda-feira, em Ruse, na Bulgária, por 3 sets a 1, parciais de 25-22, 19-25, 25-23 e 25-18.

O resultado fez o Brasil subir para três triunfos e oito pontos ganhos, ultrapassando a França no terceiro lugar. A liderança é da Holanda, que no início da rodada bateu o Egito também por 3 a 1. Veja como ficou a classificação do Grupo B:

1) Holanda – 4 vitórias, 11 pontos, 12 sets pró, 8 contra
2) Canadá – 3 vitórias, 9 pontos, 10 sets pró, 4 contra
3) Brasil – 3 vitórias, 8 pontos, 10 sets pró, 6 contra
4) França – 2 vitórias, 8 pontos, 10 sets pró, 6 contra

Para a Seleção ser a primeira do grupo precisará vencer a China por 3 a 0 ou 3 a 1, nesta terça, além de torcer por vitória da França sobre o Canadá por qualquer placar, na sequência.

Uma combinação bem viável, diga-se de passagem, levando em consideração que os franceses estarão praticamente sem chances de avançar às semifinais caso entrem na segunda fase com três derrotas. Ou seja: terão de bater os canadenses.

Comemoração brasileira diante do Canadá (FIVB Divulgação)

Esse cenário positivo para o Brasil foi construído com a melhor atuação que já vi de Douglas Souza com a camisa verde-amarela.

– Contribui um pouco mais no ataque do que em outros jogos, mas minha função principal é o passe – disse Douglas, que dedicou a vitória ao ex-companheiro Vinicius Noronha, que morreu na Espanha.

Além de estabilizar a linha de passe, o ponta foi muito importante na virada de bola, dividindo a responsabilidade com Wallace, além de ótimas passagens pelo saque. Douglas terminou o duelo com 15 pontos (12 no ataque e três no saque). Wallace, maior anotador do time, fez 24.

O jogo foi tenso do início ao fim. A ponto de uma discussão na rede quase ter terminado em troca de agressões no segundo set.

Lipe passou do limite do aceitável neste lance. Teve sorte de a arbitragem não ter encarado a atitude como agressão contra Perrin, algo que poderia ter causado até uma expulsão do jogo.

Na saída, em entrevista ao SporTV, ele comentou o ocorrido, ao levar um “puxão de orelha” de Nalbert, que alertou durante a transmissão que a arbitragem poderá ter dado uma punição maior ao ponta.

– No momento a gente não de dá conta. Sei que foi um momento agressivo. Na minha cabeça o máximo era receber o amarelo e foi o que aconteceu. Mas tenho mesmo de colocar na cabeça isso, não repetir para não prejudicar o time – comentou Lipe.

Ele ainda participou de uma áspera troca de xingamentos com o levantador Bruninho na saída do terceiro para o quarto set. O capitão, que estava no banco no ponto final, cobrou Lipe após ele não matar uma bola de graça que fecharia a parcial. A resposta não precisou de um especialista em leitura labial para entender

– Estava 24 a 22, naquele momento, ele não consegue matar. Xinguei, ele devolveu. Pelo bem do time, para extravasar, isso acontece. Chegamos no banco, demos um abraço e passou. Acontece e não passa disso aí – explicou Bruninho.

LEIA TAMBÉM

+ Seleção feminina corta duas atletas e fica perto da lista final para o Mundial



MaisRecentes

Sesi joga melhor, bate Sada/Cruzeiro e fatura Supercopa



Continue Lendo

Seleção do Mundial não premiou destaques da final



Continue Lendo

Título coloca a Sérvia no topo após frustração olímpica



Continue Lendo