Brasil perto do título. China pode ser vice-campeã sem perder nenhum jogo



O Brasil resolveu transformar todos os rivais da fase final do Grand Prix em sacos de pancada? Quarto jogo, quarta vitória por 3 a 0, desta vez, sobre a Sérvia, parciais de 27-25, 25-21 e 25-22.

Admirável a atuação da Seleção em Sapporo até agora. Tem dado pouquíssimas chances para os rivais nos sets e, quando está em desvantagem, consegue virar. O bloqueio está afiadíssimo (mesmo sem Fabiana estar em um dia inspirado) e hoje foi responsável por 15 pontos, um número excelente para apenas três parciais. Thaisa (5), Fernanda Garay e Sheilla (4) foram as melhores. A oposto, inclusive, foi a maior pontuadora (19 acertos) e ganhou elogios de Zé Roberto. Gabi colaborou com 14, todos no ataque.

Fiquei surpreso com a formação de Zoran Terzic, que deixou Brakocevic, Mihajlovic e Rasic no banco de reservas. Pensei até que era para surpreender o Brasil no início, o que faria com que as titulares entrassem no decorrer do jogo. Errei e elas não entraram em quadra em nenhum momento.

O título brasileiro quase foi garantido de forma antecipada, algo difícil neste formato de hexagonal final. No encerramento da rodada, a China suou para vencer o Japão por 3 a 2. Se tivessem perdido sem levar o jogo para o tie-break, as chinesas entregariam o título no colo das brasileiras.

A vitória, porém, abre uma possibilidade que beira o surreal. A China pode terminar invicta o Grand Prix, somando fase classificatória e final, e ainda assim não levar o título. Basta, para isso acontecer, um triunfo no tie-break sobre o Brasil, na madrugada de amanhã, para tal “anomalia” acontecer. Acho até que vai ter gaiato torcendo para isso acontecer.



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