Brasil para Muserskiy e acaba com jejum diante dos russos



Desta vez, nem as provocações do maluco beleza Spiridonov e muito menos os 2,18m de Muserskiy tiraram o Brasil dos trilhos. Lúcida, regular e irrepreensível em alguns fundamentos, a Seleção derrotou a Rússia, após dois anos de jejum, por 3 sets a 1, parciais de 26-24, 22-25, 25-23 e 25-22.

Resultado que já coloca o Brasil nas semifinais da Liga Mundial, antes mesmo do duelo com o Irã, nesta sexta-feira. Resultado que também vai colocar um ponto de interrogação na cabeça dos rivais, já que as atuações em 2014, até então, não credenciavam a equipe de Bernardinho ao título.

Alguns números são importantes para explicar o que foi o jogo. Vamos a eles:

–  13 pontos fez Muserskiy, muito pouco para quem vem desequilibrando o cenário mundial nos últimos anos. Foram dez no ataque, três no saque e NENHUM no bloqueio. Aqui, dois parênteses devem ser abertos. 1) A distribuição de Bruninho, talvez uma das melhores que eu já tenha visto do levantador, quebrou o block russo, que chegava atrasado em vários momentos da partida; 2) O bloqueio brasileiro fez seu difícil dever de tocar em bolas de ataque do gigante. E isso certamente tirou a confiança do central.

– 23 acertos de Wallace. É o que se espera dele, que tem um baita potencial, em grandes jogos. Decisivo na virada de bola, sem se abater em uma sequência de bola pra fora/bloqueio recebido… O homem da bola de segurança que todo time precisa ter.  Que ele use essa atuação como divisor de águas para jogos deste nível.

–  5 pontos de bloqueio e outros 9 de ataque. Murilo voltou a ter destaque não apenas por sua regularidade no passe. E ter um ponta que vira (além de ajudar demais os centrais no block) com certeza facilitou a distribuição de Bruno, que não precisou sobrecarregar o seu oposto ou forçar bolas pelo meio por insegurança nas pontas.  Ver o melhor jogador do Mundial de 2010 assim é um alívio.

– 13 pontos de Sidão, 12 de Lucão. Os centrais brasileiros apareceram para o jogo. O primeiro ainda foi importante em várias passagens pelo saque, enquanto o segundo tinha a ingrata tarefa de cruzar com Muserskiy na rede, ou seja, tem ainda mais méritos pela pontuação conseguida.

Números positivos à parte, faltou um jogador na rotação titular com maior regularidade: Lucarelli. Foram oito pontos, todos no ataque, mas baixo aproveitamento e muitos erros no saque. O jovem ponta ainda está devendo.

Por fim, o que mais dizer sobre Spiridonov? Ele entrou no segundo set e foi importante para o empate russo, ajudando todas as já conhecidas armas: ataque regular, bom volume de jogo e muitas provocações. Grita, faz gestos, encara todo mundo… Uma atração à parte e outro mérito da atuação brasileira: se segurou e não caiu na pilha do Tintin russo.

 



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