Brasil “mapeia” os perigos para duelo com a Austrália



A Seleção Brasileira estreia na segunda fase do Campeonato Mundial masculino, nesta sexta-feira, ao meio-dia (de Brasília), contra a Austrália, em Bolonha (ITA). O SporTV2 transmite.

Pelo discurso, os jogadores e o técnico Renan Dal Zotto já parecem ter mapeado os principais perigos do adversário.

– A Austrália é um time que tem bom volume de jogo, já sabemos que vem fazendo muitos pontos no bloqueio, com os dois centrais pontuando muito bem, estão entre os primeiros nas estatísticas de bloqueio, um oposto que está muito bem e tem sido uma referência para o levantador. Não jogamos contra ele da outra vez e vamos precisar entender como ele joga. Amanhã é um dia muito importante e temos que entrar focado porque eles não têm nada a perder jogando como franco atiradores – disse Bruninho.

– Jogamos contra eles há pouco tempo e foi um jogo equilibrado. Eles têm uma equipe jovem, que tem no seu ataque o grande diferencial, eles arriscam muito, e três canhotos, sendo eles os dois opostos, o que dificulta muito – completou Renan.

Vou ser mais específico com os nomes e números dos atletas citados nas entrevistas.

Os bloqueadores lembrados por Bruninho são Beau Grahan e Nehemiah Mote.

Grahan, de 2,02m, é o sexto melhor bloqueador do Mundial, com 0,65 ponto por set. Já Mote, 2,04m, é o 14º, com 0,55. Foram quatro pontos cada na derrota para os Estados Unidos no tie-break, por exemplo.

Bloqueio australiano tem feito a diferença (FIVB Divulgação)

O melhor brasileiro no ranking de bloqueio é Maurício Souza, em 29º, com 0,42 ponto por set. Ele começou o Mundial no banco, mas ganhou a posição de Isac na rodada passada.

Já os opostos canhotos que preocupam Renan são Lincoln Alexander Williams, 2,00m, e Paul Carroll, capitão australiano, de 2,07m.

Carroll é o titular, em tese, mas o reserva Williams é o maior pontuador da Austrália na competição, com 72 acertos, ocupando o 12º lugar. Como comparação, são 15 pontos a menos do que Wallace, maior pontuador do Mundial.

Williams possui também o segundo melhor aproveitamento no ataque na competição: 59,62%. Bom ficar de olho nele mesmo.

Na primeira fase, a Austrália derrotou Camarões e Tunísia, perdendo para Rússia (3 a 0), Sérvia (3 a 1) e Estados Unidos (3 a 2).

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