Brasil mantém esperança com virada sobre a Holanda



Ufa! Foi com sofrimento, mas o Brasil manteve um fio de esperança de avançar para a fase final do Campeonato Mundial feminino de vôlei.

Na madrugada desta quarta-feira, vitória da Seleção sobre a Holanda no tie-break, parciais de 21-25, 25-18, 25-27, 25-19 e 15-7.

Nesta quinta-feira, às 7h20 (de Brasília), o último compromisso da segunda fase será contra o Japão.

Com a vitória japonesa sobre a Sérvia por 3 sets a 1, no encerramento da rodada, a conta para a classificação brasileira é simples: vencer o Japão por 3 a 0.

As sérvias já estão garantidas entre as seis melhores, assim como Itália e China. Para a Holanda, basta vencer um set contra a Sérvia para avançar. A outra vaga está entre Estados Unidos e Rússia.

Contra a Holanda, o Brasil voltou a mostrar instabilidade e deixou o jogo mais difícil do que realmente já era.

No terceiro set, o time verde-amarelo abriu 8 a 1, teve 12 a 5, mas acabou tomando uma virada dolorida. Ao menos teve força emocional para não sucumbir no quarto e confirmar a reação ao vencer o tie-break.

Comemoração de Tandara e Roberta (FIVB Divulgação)

Tandara, com 28 pontos, deixou a quadra com lágrima nos olhos. Na entrevista ao SporTV, admitiu que carregava o peso por ter desperdiçado a chance de fechar a partida contra a Alemanha.

Fica nítido ao acompanhar os jogos que a Seleção tem sentido a pressão, a responsabilidade de vencer sempre. O jogo não flui como poderia ou deveria. As oscilações constantes tiram a tranquilidade da equipe, transformando ações fáceis de jogo em fardos pesados. E a situação física de algumas peças-chave do time ainda dificultam ainda mais.

Contra a Holanda, José Roberto Guimarães iniciou o jogo com Fernanda Garay no banco. Ela havia sentido um problemas nas costas e não entrou em quadra contra o México, dois dias atrás. E acabou indo aparentemente para o sacrifício após a derrota no set inicial, com Drussyla sendo caçada pelo saque europeu. Garay ajudou a estabilizar o passe e brilhou no tie-break, virando bolas importantes. Foram 13 pontos no total.

O principal fundamento na vitória sobre as holandesas foi o bloqueio, com um total de 16 pontos (três para Tandara, Bia e Adenízia, dois para Garay, Carol e Roberta e um para Natália).

Ainda sem saber o que o futuro reserva para a equipe no Mundial, fica um registro importante: lutar até o fim, como o Brasil fez diante da Holanda.

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