Brasil made in Brazil



Peço licença aos fãs do vôlei que visitam este espaço para publicar a coluna que escrevi no LANCE!, hoje, sobre futebol, no espaço que antes era preenchido pelo José Roberto Wright.

Quatro jogadores do São Paulo, três de Flamengo, Internacional e Santos, dois de Botafogo, Corinthians, Vasco, além de mais um cada de Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras, Atlético Mineiro e Grêmio.

Com representantes de 12 clubes nacionais, a Seleção Brasileira vai enfrentar a Argentina, no dia 14, em Córdoba.

É engraçado como a paixão do torcedor pelo time do coração transforma em especial uma simples convocação para um amistoso. Cada vez mais acostumado a ver a Seleção ser composta por jogadores de Shaktars, Fenerbahçes e CSKAs da vida, o brasileiro ficou ansioso antes da lista divulgada por Mano Menezes ontem, após a vitória por 1 a 0 sobre Gana.
A primeira reação é saber quantos jogadores do clube que torce foram chamados:

– Não disse para você que teríamos muitos convocados?

Depois, faz a conta dos principais rivais, para tirar onda dos amigos:

– Seu time teve apenas um convocado? Dá uma olhada aqui no meu.

O passo seguinte é analisar se a convocação foi merecida ou não:

– Quando ele estava jogando bem, Mano não o convocava. Vai chamar agora? Não entendo os critérios dele.

E, para completar, reclama que o time pode ser prejudicado no restante do Campeonato Brasileiro.

– Vai levar esse monte de jogadores só para nos tirar da briga pela Libertadores – reclama, antes de saber que neste clássico sul-americano não haverá confronto de datas com o torneio nacional (não é tão difícil conciliar os dois, né, Dona CBF!).

Mas fica claro, numa situação como essa, que nós, torcedores de futebol (nunca excluo os jornalistas deste grupo), somos complexos demais. Reclamamos que a Seleção perdeu a identidade pois passou a ser “dominada“ pelos estrangeiros. Nas últimas Copas, são raros os casos de “brasileiros” convocados, é verdade. Defendo a tese do afastamento entre torcedor e o time pentacampeão, mas não simplesmente por esse motivo. Não se esqueçam de Ricardo Teixeira e sua trupe. Mas falar sobre escândalos e denúncias não é o mote desta coluna.

Quis mostrar como é bom ver os nossos jogadores, aqueles que xingamos ou aplaudimos nas rodadas de meio e fim de semana do Brasileirão, com a possibilidade de vestir a Amarelinha.

Valoriza-se a categoria de base que ajudou a lançar Casemiro no São Paulo, por exemplo. Valoriza-se o olho clínico do Corinthians para buscar Paulinho no Bragantino ou o do Botafogo, que pegou o então desconhecido Cortês no Nova Iguaçu, após o fim do último Campeonato Carioca. Valoriza-se o esforço do Flamengo para contratar R10 e Thiago Neves. Valoriza-se o esforço do Santos para manter Neymar. Valoriza-se os já experientes Kléber e Renato.

Por fim, valoriza-se a Seleção Brasileira, um patrimônio nacional que não é tratado como deveria no país do futebol.



  • Jairo (RJ)

    Aê Daniel!!!
    Fechei com seu comentário. Já passou do tempo de mostrar que o Brasil tem jogadores além dos “estrangeiros”. Nossa seleção não pode ser só de Pato, Robinho e Cia. Pode ser de Oscar, Lucas e outros tantos, embora para o RT nossa opinião ou a mídia pouco importam. Quem “ainda” manda é ele e seus parceiros.

    Quanto a nós quais serão os clubes que pedirão adiamento de jogo? Quem saber aproveitar as ausências? Quanto a seleção vai ganhar com essa galera?

    Curiosidade: o nobre amigo colunista também tem time pra torcer? ou faz como a maioria que não prefere divulgar! hehehehehe

    • Daniel Bortoletto

      tenho e não escondo: Corinthians

      • Diogo Márcio

        É no vôlei: vai esconder ou vai dizer? \o/

        • Daniel Bortoletto

          Corinthians (rs)

          • Vitor

            hahahhahaha, sensacional, Daniel.

          • Diogo Márcio

            Tá bom kkkk

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