Brasil larga bem na segunda fase do Mundial



A Seleção Brasileira cumpriu a obrigação na abertura da segunda fase do Mundial, em Bolonha (ITA). Contra a Austrália, rival mais fraca do grupo, vitória por 3 sets a 0, parciais de 25-21, 25-22 e 25-15.

Como já vinha acontecendo desde a reta final da primeira fase, o ponta Douglas Souza teve mais uma atuação segura no passe e saiu também como maior pontuador do time no jogo: 13 pontos.

Todos os pontos de Douglas foram no ataque, em 19 bolas recebidas. Um ótimo aproveitamento de 68%.

Como também já virou rotina nos últimos compromissos, o bloqueio pontuou pouco. Foram apenas três pontos, todos eles já no terceiro set. Desta vez, porém, o fundamento apareceu bem para amortecer ataques e gerar contra-ataques. Vale citar a ausência de Maurício Souza, com um problema muscular, vetado momentos antes do duelo. Isac voltou a ser o titular ao lado de Lucão no meio.

Para mim o Brasil ficou devendo no volume de jogo em boa parte da partida. A defesa teve oportunidades para subir algumas bolas fáceis e falhou. Isso, porém, não me impede de elogiar Thales, responsável por algumas defesas difíceis.

Taticamente, a Seleção usou e abusou das jogadas pela entrada, saída e fundo-meio. Me pareceu uma opção tática de Bruninho, mesmo quando o passe estava na mão, para evitar os dois centrais australianos, elogiados na véspera pela performance no bloqueio na competição.

É o quinto resultado positivo do Brasil em seis jogos. São 14 pontos e a liderança da chave, um triunfo e dois pontos a mais do que a Eslovênia, que bateu a Bélgica por 3 a 0 no jogo de fundo.

Neste sábado, às 15h30, contra os eslovenos, a equipe comandada por Renan Dal Zotto poderá sacramentar a passagem para o Final 6 em Turim. Vitória por qualquer placar carimbará o passaporte.

Bruninho em ação contra a Austrália (FIVB Divulgação)

A tranquilidade brasileira contrasta com o desespero da França. A equipe de Ngapeth perdeu para a Sérvia por 3 sets a 2, nesta sexta, parciais de 22-25, 26-24, 25-20, 18-25 e 18-16.

Imagino que os franceses estão lamentando até agora a perda do segundo set, quando tiveram 24 a 22. Abrir 2 a 0 poderia ter dado outro desfecho para o clássico europeu. O oposto Atanasijevic anotou 38 pontos para os sérvios, quatro a mais do que Boyer fez para a França.

O resultado é catastrófico para os Bleus no Mundial, agora duas vitórias atrás de sérvios e poloneses. Eles não dependem mais apenas dos próprios resultados em busca, na melhor das hipóteses, em uma das vagas entre os segundos colocados.

Vale relembrar o regulamento desta fase. Os líderes dos quatro grupos e os dois melhores segundos avançarão para o Final 6. A definição das duas chaves acontecerá por sorteio.

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