Brasil Kirin na decisão da Superliga. E com final atípico!



O Brasil Kirin é o segundo finalista da Superliga masculina. Nesta terça-feira, vitória no tie-break sobre o Funvic/Taubaté, fora de casa, fechando a série equilibrada semifinal em 2 a 1 e credenciando-se a enfrentar o Sada/Cruzeiro, domingo, em Brasília.

Não gostaria de deixar o alto nível do jogo de lado para ficar apenas na polêmica do ponto final. Seria desmerecer as atuações das duas equipes. Mas é importante explicar o que houve. Com 14 a 13 para o Brasil Kirin no quinto set, o técnico Cezar Douglas foi fazer uma alteração, substituindo Ialisson por Deivid. Mas o titular, que estava no banco de reservas, levou a placa com a numeração errada. Assim a arbitragem deveria aplicar o cartão amarelo. O problema é que Taubaté já tinha levado uma advertência. E foi isso que o capitão Wallace cobrou energicamente do árbitro Rogério Espicalski. Depois de um período de indecisão, ele resolveu aplicar o vermelho, dando o ponto decisivo para Campinas e gerando um princípio de confusão. Dá até para entender a irritação dos jogadores da casa, já que perderam a vaga na final.

A explicação de Wallace após o jogo em entrevista ao SporTV exemplifica bem o que deve ter passado na cabeça do árbitro momentos antes de decidir pela aplicação do cartão:

– Ele teria de dar o cartão se o placar estivesse 14 a 13 no tie-break ou 20 a 5 em outro set.

Fato. Temos de admitir que a regra deve ser cumprida em qualquer momento de uma partida. Wallace tem razão. Mas também acredito que o cartão vermelho só foi dado pela reclamação do oposto.

Wallace no ataque (Rafinha Oliveira/Divulgação)

Wallace no ataque (Rafinha Oliveira/Divulgação)

Lance final à parte, a vitória é um prêmio para o projeto de Campinas. Há tempos ele flertava com um bom resultado e invariavelmente batia na trave. Tem os campeões olímpicos André Heller e Maurício na retaguarda, fez uma aposta no técnico Alê Stanzioni para a temporada e não tem um elenco estrelado. E o resultado desta Superliga, independentemente de vencer ou perder a final, mostra que várias apostas foram acertadas. Destaco o levantador argentino Gonzalez como a principal delas.

Outro ponto a destacar foi a superação neste playoff contra Taubaté. No primeiro jogo, Lucas Lóh, o principal nome do time, sofreu uma forte torção no tornozelo. Pelas imagens parecia que era fim de temporada para ele. Mas o ponta voltou e entrou na reta final da segunda partida, em Campinas. Antes da entrada, Piá, outro ponta, sofreu uma distensão muscular na virilha e precisou sair da partida. Hoje entrou em algumas passagens pela rede, nitidamente no sacrifício. Stanzioni precisou rodar todos os jogadores da posição (Olteanu e Ceará) por força maior. E deu certo. Por fim, uma menção honrosa para o central Vini, que entrou durante o quarto set e teve atuação decisiva, e para Maurício Souza, com participação muito efetiva em Taubaté.



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