Brasil joga bem e está na final do GP



O Brasil é o primeiro finalista do Grand Prix. Na madrugada deste sábado, em Bangkok, na Tailândia, o time comandado por José Roberto Guimarães derrotou a Holanda por 3 sets a 0, parciais de 25-18, 25-16 e 25-23. O adversário será mais uma vez os Estados Unidos, que derrotaram a Rússia também em sets diretos, parciais de 25-20, 25-23 e 25-14.

Acompanhei o jogo via YouTube, na Suíça, enquanto rolavam partidas da reta final da etapa de Gstaad do Circuito Mundial de vôlei de praia. E admito que gostei bastante da experiência. Variação de câmeras, bom áudio ambiente da quadra e raríssimos travamentos. Alguns erros de informação, como tratar o Minas Tênis Clube como time de São Paulo, e uma certa frieza do narrador, mas tudo bem.

Mas, voltando ao jogo do Brasil, foi uma partida mais fácil do que eu esperava. As europeias perderam a capitã Grothues, que se machucou no aquecimento. E só conseguiram equilibrar o duelo até a primeira metade do set inicial. Nem a força da oposto Sloetjes resolveu. Já a Seleção, por sua vez, começou o jogo usando bastante as centrais Fabiana e Thaisa, algo que não estava a acontecendo com frequência nos últimos jogos. Mas Dani Lins conseguiu ainda fazer uma distribuição equilibrada com as demais jogadoras, tanto que quatro delas terminaram a primeira parcial com a mesma pontuação: Fabiana, Natália, Sheilla e Fernanda Garay anotaram quatro pontos cada. Thaísa fez três.

Ataque de Garay diante do block holandês (FIVB Divulgação)

Ataque de Garay diante do block holandês (FIVB Divulgação)

No segundo set, o Brasil voltou no mesmo ritmo, mantendo-se no comando do placar. A Holanda, sem um saque eficiente para pressionar o passe verde-amarelo, não esteve na frente em nenhum momento. A narração da FIVB até destacou algumas vezes a intensidade do time de Zé Roberto. Giovanni Guidetti tentou modificar o panorama da partida com Plak no lugar de Buijs. Mas sem sucesso. A primeira parada técnica já mostrava 8 a 2 para a Seleção. Foi administrar até fechar em 25 a 16, após um erro no levantamento holandês.  Fernanda Garay, com nove pontos, liderava a equipe na pontuação, seguida por Fabiana, com oito.

A Holanda foi para o tudo ou nada no terceiro set. E abriu boa vantagem logo de cara (6 a 2), usando mais as jogadas de velocidade pelo meio. Zé Roberto parou o jogo e pediu paciência na virada de bola brasileira. Um ponto de saque de Sheilla fez a diferença cair para um (11 a 12), mas a Holanda foi para o tempo técnico à frente (14-16). O Brasil teve a chance de empatar em 19, mas perdeu um longo rally. Mas a igualdade chegou no 20 a 20, com Garay, aproveitando um contra-ataque. Com a inversão do 5-1 feita (Roberta no saque e Gabi na rede), a virada. E o passaporte carimbado para a decisão.

A maior pontuadora brasileira foi Natália, com 13 acertos, incluindo o que fechou a partida.

– O terceiro set foi complicado até o vigésimo ponto e não podemos deixar isso acontecer com um time como a Holanda. Elas têm crescido bastante nos últimos anos e todo o cuidado com essa equipe é pouco. No primeiro e no segundo set nós apresentamos um voleibol equilibrado. Nossas ações defensivas ainda poderiam ter sido melhores. Estamos treinando muito e vamos seguir em busca de evolução – disse Zé Roberto.

 



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