Brasil garantido nas finais do Grand Prix



O fim de semana dos sonhos garantiu a Seleção Brasileira nas finais do Grand Prix.

Depois de vencer Bélgica e Holanda, o time comandado por José Roberto Guimarães bateu neste domingo os Estados Unidos por 3 sets a 1, parciais de 25-20, 25-13, 18-25 e 25-18, no lotado Ginásio Aécim Tocantins, em Cuiabá. O resultado positivo carimbou o passaporte brasileiro para a fase final, em Nanjing, na China, ao lado das donas da casa, Sérvia, Estados Unidos e Itália. A última vaga está entre Holanda (que precisa bater a Bélgica) e Japão (que torce por vitória belga).

O Brasil entrou em quadra com as costas na parede, após a vitória do Japão sobre a Rússia no tie-break. A opção era vencer ou vencer, para não precisar depender de uma improvável vitória da Bélgica sobre a Holanda, no encerramento da rodada. E a atitude foi mesmo de quem não tinha opções. Jogadoras mais vibrantes desde as primeiras ações, errando pouco (foram apenas cinco pontos dados de graça nos dois primeiros sets) e com raras oscilações (como a do início da terceira parcial, que custou a derrota).

Tecnicamente uma jogadora oscilou mais do que o aceitável: a ponta Rosamaria teve dificuldade na virada de bola e no passe em alguns momentos. Compensou com boas passagens pelo saque e ajuda no bloqueio. Precisa ter maior regularidade em todos os fundamentos para se firmar no cenário internacional. Justo dizer que ela cresceu no ataque no quarto set.

Adenízia e Natália lideraram o Brasil na pontuação. A central anotou 18 pontos, enquanto a ponta fez 19.

Destaco alguns pontos da evolução da Seleção em comparação com as semanas anteriores do GP:

  • O volume de jogo, tão cobrado por Zé Roberto, começou a aparecer com constância. Sem ele o Brasil perde uma vantagem competitiva enorme.
  • Natália está mais solta. Contra a Holanda, soltou uns berros ao marcar pontos. E liberar a adrenalina parece ter feito bem à capitã brasileira. Em uma equipe tão diferente em relação aos Jogos Olímpicos, a ponta é referência. O time precisa dela. Ela sabe. Então é saber lidar com isso.
  • O bloqueio virou a arma principal da equipe. Adenízia deu um peso maior ao fundamento. No total foram 17 pontos diante das americanas, com Adenízia anotando cinco deles.
  • Roberta, aos poucos, ganha confiança. Admito que tinha dúvidas se ele iria se firmar durante a ausência de Dani Lins.

A classificação para as finais acaba sendo um alívio para o início de trabalho rumo aos Jogos de Tóquio-2020. A pressão neste grupo aumentaria consideravelmente com uma eliminação precoce. Aos poucos, com retorno de jogadoras como Fernanda Garay e Thaisa, a tendência é crescer nos próximos campeonatos.



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