Brasil fica fora do pódio na Liga, com russos no lugar mais alto



A primeira edição da Liga das Nações terminou neste domingo, em Lille, na França, com o Brasil sem medalha.

Na disputa pelo bronze, a Seleção até que jogou melhor do que o apresentado na semifinal contra a Rússia, mas insuficiente para superar os Estados Unidos, vencedores por 3 sets a 0, parciais de 25-21, 28-26 e 28-26.

É a quarta vez nos últimos sete anos que o Brasil não sobe ao pódio na competição anual masculina, até o ano passado com nome de Liga Mundial. Em 2011, 2014, 2016 e 2017 o time verde-amarelo foi vice-campeão. O último título foi conquistado em 2010.

– A medalha era muito importante para todos nós e fica uma frustração. Eles foram melhores, mas nós queríamos muito essa medalha, que seria muito valiosa e honrosa pela competição e todas as dificuldades que tivemos, pouco tempo de trabalho. Hoje o voleibol está muito equilibrado. E nós precisamos trabalhar, treinar, e com a quantidade de viagens, ficou muito difícil. O resultado machuca. Sempre chegamos em finais, batendo na trave, ganhando, como nas Olimpíadas e na Copa dos Campeões, mas sempre chegando. E fica fora do pódio dói, mas estou orgulhoso do que esse grupo fez e demonstrou – disse o capitão Bruninho.

A frustração no discurso do levantador corresponde ao sentimento do torcedor. Pelo menos nos comentários que li nas redes sociais nos últimos dois dias.

Amanhã abordarei no blog alguns pontos que julgo mais relevantes. E não apenas em vista do Campeonato Mundial de setembro, na Itália e na Bulgária. Mas pensando na permanência da Seleção Brasileira no topo do vôlei internacional neste e no próximo ciclo olímpico. Pelo jeito lá vem textão!

Comemoração russa em Lille na primeira edição da Liga das Nações (FIVB Divulgação)

Na final entre França e Rússia, os donos da casa tiveram de aplaudir os rivais. Embalados pelo 3 a 0 sobre o Brasil, os russos faturaram o título com outra vitória em sets diretos: 25-22, 25-20 e 25-23.

Triunfos para não deixar dúvida sobre a superioridade da Rússia ao menos neste fim de semana. Foram atuações acima da média, principalmente coletivamente. No ataque, o aproveitamento dos jogadores foi impressionante: Mikhaylov pontuou em 14 de 19 tentativas, Muserskiy em 9 de 11, Kliuka em 7 de 10. Com um trio quase perfeito fica difícil até para a França, equipe com melhor campanha na fase de classificação e jogando com o apoio da torcida.

Na comparação com o ataque francês fica mais fácil entender o significado dos números da Rússia. Ngapeth pontuou em 14 de 28 bolas recebidas e Boyer em 7 de 18.

Após um último ciclo olímpico bem fraco, a Rússia deixa um recado para os rivais nesta Liga das Nações. Serão capazes de mostrar esse alto nível mais vezes? A ver!

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