Brasil fatura a Copa dos Campeões



A Seleção Brasileira masculina conquistou, na manhã deste domingo, o título da Copa dos Campeões pela quarta vez consecutiva (quinta na história).

Em Osaka, o time comandado por Renan Dal Zotto passou sem dificuldades pelo Japão por 3 a 0, parciais de 25-17, 25-15 e 25-22. Foi a quarta vitória em cinco jogos na competição, mesma campanha da Itália, vice-campeã. Empatados em triunfos e pontos (12), o Brasil levou a melhor sobre a Azzurra e garantiu o caneco nos sets average (2,8 x 1,7). O Irã também teve quatro vitórias, mas por ter vencido três deles no tie-break terminou em terceiro lugar, com nove pontos.

De quebra, Lucarelli levou para casa o troféu de MVP da Copa. Lucão também entrou na seleção do campeonato, que contou ainda com o iraniano Ebadipour, o americano Matt Anderson, o japonês Satochi e os italianos Gianelli e Piano.

Contra os japoneses, Lucão foi o maior pontuador – 16 acertos (10 no ataque, 4 no bloqueio e 2 no saque). Maurício Borges veio a seguir com 13.

O fechamento com chave de ouro da temporada dá um enorme fôlego e aumenta a confiança de Renan Dal Zotto para a sequência do ciclo até Tóquio-2020. Em três competições no primeiro ano de trabalho após substituir Bernardinho, ele conquistou dois títulos (Sul-Americano e Copa) e um vice (Liga Mundial). Afasta assim as desconfianças (até certo ponto normais) por substituir um ícone vitorioso e ter voltado ao banco de reservas após vários anos de inatividade na função.

A conquista da Copa também reforça o acerto na estratégia adotada. A opção foi dar sequência ao “legado” de Bernardinho, inclusive em boa parte da comissão técnica. Praticamente toda a base do título olímpico foi mantida, com exceção do líbero Serginho Escadinha (aposentado da Seleção). Lipe e Evandro jogaram pouco por motivo de lesão, mas foram convocados. Assim Renan manteve uma espinha dorsal, meio caminho andado para poder fazer ajustes pontuais sem passar por uma revolução que demandaria mais tempo e, certamente, mais tropeços. Mas isso não diminui os méritos do treinador.

Individualmente, o torneio no Japão também garantiu boas notícias para o Brasil. Destaco a atuação dos dois maiores pontuadores contra os donos da casa. Lucão voltou a ser decisivo, bem mais regular em todos os fundamentos. Sempre foi uma bola de segurança de Bruninho no ataque, mas vinha instável no saque e no bloqueio. Cresceu nos dois fundamentos. Já Maurício Borges assumiu de vez a condição de titular, com maturidade. Nitidamente está mais seguro e confiante. Se tivessem levado o MVP, que ficou com Lucarelli, eu não me surpreenderia.



MaisRecentes

Minas espera Hooker ainda em outubro



Continue Lendo

Vaivém: Vôlei Nestlé confirma apresentação de peruana



Continue Lendo

Vaivém: Polonesa é esperada em Barueri



Continue Lendo