Brasil estreia com vitória no GP



Não foi uma atuação de encher os olhos. Mas o Brasil estreou com vitória no Grand Prix, nesta sexta-feira.

Em Sassari, na Itália, a Seleção derrotou a China por 3 sets a 1, parciais de 25-21, 23-25, 25-17 e 25-16. Neste sábado, o duelo será contra as donas da casa.

Zé Roberto optou por escalar sua força máxima, com o time campeão olímpico tendo apenas uma alteração: Camila Brait na vaga de Fabi, que se aposentou da Seleção. E o time, como conjunto, deixou a desejar. Faltou, principalmente, regularidade das jogadoras.

Neste jogo de altos e baixos, nos dois primeiros sets, Jaqueline se destacou. Muito regular no passe, assumiu uma função que raramente executa: a de ser a definidora principal do time. Aos poucos, começou a ser mais marcada pelo block chinês e viu Fernanda Garay, que vinha de um início bem ruim, assumir a “bola de segurança”.  As duas colocavam no chão as bolas que Sheilla não conseguia. A oposto não teve uma tarde inspirada e foi a atacante com menor pontuação do Brasil no duelo (oito acertos). Garay finalizou a partida com 19 pontos, quatro a mais do que Jaque.

Com as oscilações entre pontas e oposto, as jogadoras de meio passaram a ser mais acionadas por Dani Lins a partir do segundo set.  Thaisa e Fabiana pontuaram bastante no ataque (9 e 12 pontos, respectivamente), mas acabaram se destacando também no bloqueio e no saque. As Torres Gêmeas fizeram cinco pontos cada no bloqueio, fundamento mais desigual entre Brasil x China: 16 a 7. No saque, totalizaram três pontos, mas desarrumaram o passe asiático em vários momentos. E este foi um ponto que me chamou a atenção. A recepção chinesa não foi tão bem quanto a defesa. E isso facilitou o triunfo brasileiro.

Para compensar, as chinesas usaram e abusaram de Zhu, o novo fenômeno do país, que terminou o confronto com 24 pontos, 23 deles no ataque.  Mas uma andorinha só não fez verão neste nível de jogo.

 

 



  • Juliano

    Sofri com “as torres gêmeas” hahaha

    Realmente, foi um show de bloqueio. Demoraram muito para entrar no jogo as nossas centrais, mas, quando entraram, chamaram a responsabilidade e protagonizaram um show.

    Existem diversas centrais boas pelo mundo, mas as duas melhores estão conosco. Elas não se resumem a meras bloqueadores, como a grande maioria por aí; são exímias atacantes, e aí a Dani tem que aproveitar.

    Jaqueline, apesar de uma inconstância ou outra, está MUITO bem, na medida do possível. E melhor, fazendo ótimas defesas.

    Eu não achei estranho a Dani usar Jaque no ataque tanto assim, como demonstrou a transmissão do Sportv. O time não estava tão bem, Garay só largando, Sheila encarnando o Fred e o passe B da recepção. Ela fez o que aconteceu na final olímpica. Usou a Jaque até as outras pegarem no tranco. Deu certo. Levou um ferro do ZR, mas quem mandou convocar aquelas reservas para Sheila…

    Senti, no entanto, que Fabíola estava melhor que a Dani. Porém, nenhum técnico, com exceção do russo, ia tirar compulsoriamente uma levantadora por um simples pane inicial. Parênteses necessário: no caso do russo, a reserva possui muito mais qualidade que a titular, a qual só serve para levantar bola para Gamova.

    Aos críticos da Brait, ficam um “chupa”, porque ela jogou muito bem. Alguns detalhes devem ser acertados, principalmente quando ela tem que levantar a bola, mas o time chegará ao ápice no decurso da competição.

    Se Sheila não engrenar amanhã, vamos sofrer muito, porque, se as jogadoras italianas experientes entrarem, o passe será redondo, e aí mora o perigo.

    Senti certo receio das jogadas de fundo de quadra, talvez seja reflexo pelo que defenderam as americanas nos amistosos que disputamos.

    Vamos melhorando que dá. Depois do péssimo desempenho americano contra as russas, tudo está aberto. Aliás, o time russo vem muito forte, porque o treinador ainda vai deixar a Startseva como segunda levantadora. O dia que a outra se tornar titular, a coisa vai pegar fogo. Ela é rápida e roda todo mundo, não fica só dependendo de uma oposto, ao contrário da levantadora pessoal da Gamova.

  • Afonso RJ

    Vi só o terceiro e quarto sets. Faltou luz no meu prédio por causa de um serviço de manutenção nos disjuntores. Bem na hora do jogo!!!

    O Daniel resumiu muito bem, mas queria apenas acrescentar que, pelo menos nos sets que vi, me chamou a atenção a excelente partida da Dani Lins, principalmente na distribuição do jogo. Fabizona também jogou muito, tanto no ataque quanto no bloqueio, e certamente o entrosamento dela com a Dani vindo da última temporada no das duas SESI, ajudou muito.

    Outro ponto que eu queria destacar foi o saque brasileiro. Mais forçado. Me pareceu que evoluiu para melhor. Deu muito trabalho para a seleção chinesa.

    Pelo menos até agora – apenas dois sets, é verdade – gostei do que vi. Continuando assim, e com a natural evolução durante a competição, acho que tem boas chances de trazer mais uma vez o título.

    Finalmente, em relação à sequência de amistosos perdidos para a seleção americana, não me manifestei antes porque estava viajando, mas parafraseando o célebre filósofo: “treino é treino, jogo é jogo”…

  • Caco

    Boa retomada da Jaqueline! Se eu fosse o Sesi, aumentava a minha oferta rsrs
    Não arrebentamos, mas isso também aconteceu nas duas primeiras semanas do último Grand Prix.
    Ainda há muito tempo para melhorar até o Mundial.

  • Luis

    Gostei da atuacao da Jaque e das “torres gemeas”! Agora a Sheila fazer so 8 pontos nao da!?!?

  • Roberto

    Não tirando os méritos do Brasil, mas achei o time da China fraquíssimo.

  • Antonio J.

    Jaque voltou com o pé direito, Sheilla apagada , Garay boa em todos os fundamentos, Thaísa e Fabiana Monstros, Dani Lins sempre eficiente, e C. Brait deu um tapa de luva em geral!
    No entanto algo a se considerar:
    – Jaque voltou bem mas também não destruiu não, foi uma boa volta pra quem passou 2 anos parada.
    – Sheilla sempre é assim começa apagada e oscilando muito, mas quando o bicho pega é ela quem resolve.
    – C. Brait tem que treinar levantamentos, quando sobrava pra ela só mandava jaca.

    Que o Brasil não precise de suas reservar pq se não já viu né? Monique até que se vira bem, mas Natália está cada vez pior, que levantamento foi aquele pra trás quando ela entrou pra sacar?! Gabi é uma criança, até joga bem mas não tem psicológico pra um Mundial.

    O meu potencial time pra o mundial seria! ( Considerando 12 jogadoras )
    Ponteiras: Jaque, Garay, Tandara e Suelle.
    Opostos: Sheilla e Andréia(essa seria mais uma coringa,oposto, ponteira, e até central).
    Levantadoras: Dani e Fabíola
    Centrais: Thaísa, Fabiana e Juciely.
    Líbero? Camila Brait

  • Edu

    Jaque jogou muito e bem sendo a melhor da partida e dando uma estabilidade ao fundo quadra e a recepção.Ficou sobrecarregada e foi bloqueada – apesar de ir bem no ataque -ao estar muito marcada,num determinado momento da partida, por insistência da Dani. Uma correção técnica mais vigorosa por parte do ZRG reverteu a situação.A seleção sacou incrivelmente bem. Fabizona e Thaisa começaram a jogar melhor a partir do terceiro set estabilizando o bloqueio e sendo mais eficientes.Sheilla só não foi substituída por Andreia porque ela afinal é Sheilla(de quem tudo se espera) e jogou um pouco melhor no quarto set.Garay teve que ser advertida pelo ZRG para entrar atacando com velocidade e confiança abandonando as largadas para uma bem treinada China no quesito defesa.Em comparação com o torneio de Montreux e a excursão aos EUA houve uma melhora sensível.Fabíola entrou muito bem no momento da inversão.Não ficou mais porque Dani acertou quatro saques seguidos e descolou o placar merecendo o apoio e a confiança da comissão técnica.Não consegue imprimir ainda um jogo veloz principalmente no contra-ataque e vive, por hora, uma situação menos inspirada a partir das semis da superliga.Temos uma carência absurda de uma ponteira que garanta a efetividade no ataque.Nenhuma a disposição no grupo e também no pais – na complexidade fisica dos um e noventa e pouco – e que domine com facilidade os fundamentos de ataque e defesa do vólei.Por enquanto temos jogadoras que superam suas deficiências com arrojo e esbanjam talento em suas melhores qualidades.Para não esquecer, Brait fez sua melhor partida no ano – contando seleção e clube – hoje.

  • carlos antonio pereira

    O grande diferencial da seleção atualmente são as duas centrais. As duas são bola de segurança e facilitam a vida das demais atacantes pois o bloqueio adversário se preocupa muito com as bolas de meio. Jaque rendeu mais que o esperado , Garay demorou a entrar no jogo, mas depois jogou muito e as centrais arrebentaram . A única preocupação é o rendimento da nossa oposta ; Sheilla não vem jogando bem há quase dois anos e não tem substituta. O legal é que ela parece se superar nos momentos decisivos, mas suas últimas atuações de gala foram no mundial de clubes vencido pelo Osasco. Sinceramente acho essa seleção Chinesa a pior que me lembro. O passe é terrível e o time sobrevive de bolas altas na ponta. Além disso o time erra demais nos momentos decisivos. Apenas a zhu não levará o time a lugar nenhum.

  • Guilherme

    Seleção Olímpica em quadra, não poderia ter sido outro placar. Aliás, poderia, sim, ter sido um resultado muito mais fácil para o Brasil. Quero ver os grandes times, que aprenderam que bola de segurança é com as meios, já que não temos oposta digna de um grande time. ATé quando vão ficar defendendo essa moça, falando que não teve uma partida inspirada? Para outras jogadoras, que têm saído com aproveitamento na casa do 20 e 30%, o que é ridículo, já estariam havendo muitas críticas. Talvez ela vá viver sempre depois daquela única partida que derrotou a Russia, colhendo os frutos e vivendo do passado. Ninguém fala, ninguém critica, ninguém vê que sequer procuram ou dão espaço para qualquer outra jogadora que faça sombra a esta mulher. A última foi a Mari que, claro, dançou! Sheilla não estava inspirada….kkkkkk. E quando ela esteve após as Olimpíadas????

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