Brasil deixa a desejar no primeiro amistoso contra EUA



O primeiro dos quatro amistosos da Seleção Brasileira feminina contra os Estados Unidos terminou com uma surpreendente vitória das visitantes por 3 sets a 1, neste domingo, em Brasília.

E vocês tem todo o direito de me perguntar. Desde quando um triunfo americano, uma potência mundial, pode ser tratado como surpreendente? Por alguns motivos.

Karch Kiraly deixou boa parte das principais titulares treinando. Lloyd, Murphy, Larson, Hill, Akinradewo e Robinson não vieram para o tour pelo Brasil. E ainda assim o mistão americano ganhou com parciais bem tranquilas: 25-19, 25-18 e 25-16. O terceiro set, vencido pela equipe verde-amarela, foi fechado em 28 a 26, com salvamento de match point, inclusive.

Não era para existir uma diferença técnica tão grande, mesmo com o Brasil também desfalcado. Natália, Fernanda Garay e Suelen ainda fazem recuperação física e não estarão em quadra nestes amistosos.

Excluindo os desfalques de lado a lado, aparecem os aspectos técnicos que mais pesaram neste domingo.

O passe brasileiro mais uma vez deixou muito a desejar com a dupla titular Gabi e Amanda. Quando essa instabilidade aconteceu na Liga das Nações a solução foi jogar a bola para Tandara. Mas desta vez a percentual de aproveitamento de ataque da oposto foi abaixo do normal.

Primeiro amistoso aconteceu em Brasília (CBV Divulgação)

Roberta também não esteve em uma manhã das mais inspiradas. Alguns levantamentos não chegaram na pinta para as atacantes e contra-ataques deixaram de ser transformados em ponto. O mesmo pode ser dito pelo bloqueio, com muita dificuldade para encontrar as adversárias.

Uma das curiosidades que eu tinha para os amistosos foi desfeita logo no primeiro set. Zé Roberto, com apenas uma oposto no grupo, fez a inversão de 5-1 com Thaisa na saída de rede. Ainda acho que ele fará outros testes quando tiver o elenco completo à disposição, no Torneio de Montreux, na Suíça.

Apenas no terceiro set a Seleção Brasileira conseguiu manter um placar parelho até a reta final. E graças, em parte, à boa entrada de Rosamaria na ponta. Ela deu um peso maior que o ataque estava precisando. Salvando até match point, o Brasil viu torcedores que estavam deixando o Ginásio Nilson Nelson voltarem com a expectativa de uma virada.

Mas na parcial seguinte as americanas voltaram a controlar as ações e fecharam em 3 a 1. Karsta Lowe foi um dos destaques da equipe de Karch Kiraly na partida, se colocando na briga por uma vaga no Mundial após dois anos de afastamento. As centrais Adams e Gibbemeyer também tiveram boa participação.

A preparação para o Mundial terá mais um mês e meio pela frente. E trabalho não faltará para Zé Roberto.

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